Usuário, viciado ou dependente? Alguma dessas características faz bem?

Desde a primeira semana de janeiro de 2012, Salvador e outras cidades da Bahia foram tomadas pela nova campanha contra o uso de drogas promovida pelo governo do Estado. As peças publicitárias espalhadas pelas cidades em várias mídias como outdoors, TV, rádio e cartazes, trazem artistas e personalidades baianas que se colocam na condição e dependentes, usuários ou viciados; porém, ao contrário da associação comumente relacionada a estas palavras, nenhum deles depende das drogas, mas sim de ALEGRIA, SUCESSO, CARNAVAL, DENDÊ, VITÓRIAS, PAGODE, MÚSICA…

Bem melhor que a campanha passada (2011), severamente criticada e retirada de circulação,  onde o slogan da dizia:  “Crack é cadeia ou caixão”, o Governo parece ter aprendido que não é com meios coercitivos que se aborda a questão da dependência.

Pensar em “Cadeia ou Caixão” é desconsiderar que drogas – seja na condição de usuário, viciado ou dependente – é um problema de saúde e muito mais eficaz que a coerção, outras alternativas devem ser pensadas, a exemplo da informação e o tratamento. Ainda assim a campanha 2012 merece uma reflexão.

A campanha foi bastante impactante. Começou com um teaser que foi veiculado em placas de outdoor onde trazia apenas a imagem dos artistas e personalidade acompanhados das palavras: “usuário, viciado ou dependente”. Depois de uma semana, a segunda etapa, revelou-se tratar de usuários, viciados e dependentes de: carnaval, livros, vitórias, alegria, dendê, pagode… O sucesso foi tamanho que provocou nas redes sociais paródias em relação a políticos e congêneres.

Mas a pergunta que não quer calar é: “Existe algum tipo de vício ou dependência que não seja maligno?”

Segundo a Organização Mundial da Saúde a dependência é uma doença. Doença é a perda total ou parcial da capacidade de escolha em algum aspecto humano. Neste sentido podemos dizer que o dependente (assim como o usuário ou o viciado) é escravo dos seus desejos e pensa que não é possível viver sem tais estímulos.  A sociedade Americana de Medicina de Adicção define a dependência como uma doença crônica, primária, cujo desenvolvimento e manifestação são influenciados por fatores genéticos, psicossociais e ambientais; a doença é frequentemente progressiva, caracterizada por contínua e periódica perda de controle.

Sendo assim, seria correto considerar que quando uma pessoa que é dependente de CARNAVAL, VITÓRIAS, PAGODE… também não tem controle sobre seus desejos? Creio que sim. Não possuir controle sobre seus comportamentos é considerado pela psicologia como compulsão, ou seja, são comportamentos que, a priori, trazem algum tipo de satisfação ou prazer e são guiados pelas obsessões ou pensamentos, mas, dada a repetição e a perda do controle sobre a ação, a pessoa não pensa ou visualiza as consequências dos comportamentos e a busca pela satisfação do vício ou da dependência torna-se tão imperativa que a pessoa perde o controle. No início, essas pessoas são guiadas pelo prazer do comportamento. Com o tempo, porém, o que era apenas prazeroso torna-se uma obrigação.

Por isso, parece que a campanha publicitária do Governo do Estado propõe a troca de seis por meia dúzia, pois, coloca aspectos usuais do cotidiano de muitas pessoas na mesma categoria que o crack, a cocaína, o cigarro, o álcool… Se todos esses estímulos podem tornar uma pessoa viciada ou dependente, certamente ela pode fazer tudo para satisfazer tias dependências e vícios, inclusive coisas ilícitas. O erro da campanha é, inconscientemente, desviar o foto de uma dependência ilícita e focar noutra que em médio ou longo prazo pode trazer os mesmos transtornos, só que mais sutis e socialmente aceitos e valorizados.

Parece que um dos grandes temores das pessoas que convivem com viciados em drogas, sobretudo na família, é que essa pessoa possa chegar ao ponto de atentar contra si e contra outras pessoas para sustentar seu vício ou até mesmo negligenciar sua própria vida para manter a dependência. Mas o que dizer de comportamentos como: roubar dinheiro dos pais para comprar o mais novo CD de sua banda favorita? Seria um vício que poderia ser comparado com um roubo dessa categoria para comprar um cigarro de maconha? Certamente você deve estar pensando que não, mas e quais seriam as consequências disso a longo prazo? E economizar ou até mesmo deixar de se alimentar para comprar o abadá de um bloco famoso do carnaval do qual a pessoa é dependente? O que uma pessoa é capaz de fazer para atender seus desejos? Será que esses comportamentos não seriam semelhantes aos de pessoas usuárias, viciadas ou dependentes de drogas? Há algo saudável nisso?

Críticas, dúvidas ou sugestão, clique AQUI e deixe seu recado.

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
elidioalmeida.com

Traçando metas para 2012.

Prezados Leitores e Amigos,

De volta, após um breve intervalo de férias, iniciarei, a partir de hoje, as publicações no nosso Blog. Começo postando uma matéria publicada no site do empresário Abílio Diniz, onde concedi uma entrevista à jornalista Mariana Teodoro. A matéria aborda questões de autoconhecimento e fala sobre como traçar metas para o ano que se inicia. Clique no link abaixo ou na figura acima e confira.

 

Trace suas metas - Início do ano é ideal para fazer planos

 

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
elidioalmeida.com

Boas Festas. Feliz 2012.

Audiência Pública na Câmara de Vereadores sobre o Bullying.

 No dia 04 de novembro aconteceu na Câmara de Vereadores de Salvador a audiência pública “Todos contra o Bullying”,  proposta pela vereadora Eronildes Vasconcellos – Tia Eron – que contou com a representação da Escola Adventista, do Grupo Jovem TF Teen e palestra proferida pelo psicólogo Elídio Almeida.

Elídio falou para uma plateia de aproximadamente 250 jovens e contemplou aspectos como o surgimento e a popularização do Bullying, características psicológicas das vítimas, agressores e testemunhas, cyberbullying, atuação dos pais e professores, além de ter tirado dúvidas da galera que participou com bastante entusiasmo do evento.

Discutir o Bullying é sempre uma satisfação, pois quanto mais soubermos e unirmos forças, mais estaremos habilitados a combater esse mal que tanto quem feito mal às pessoas nos mais variados contextos da nossa sociedade, em especial nas escolas. Nesse sentido, a audiência pública tornou-se um espaço muito rico e que excelente troca de conhecimentos e saberes.

 

 

 

FOTOS: Ascom – fotográfo Rodrigo Soares

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
elidioalmeida.com

Elídio Almeida participa de reportagens na Tv Record e SBT

 

No último dia 02, o psicólogo Elídio Almeida concedeu entrevista ao programam Hoje em Dia para falar sobre o caso de um senhor que coleciona lixo em sua casa. Na oportunidade Elídio aproveitou para falar sobre TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, um transtorno que afeta pessoas com altos níveis de ansiedade, baixa autoestima e pensamentos intrusos. No geral, as pessoas com TOC ficam presas a um ciclo vicioso, onde o que ela faz para tentar ter alívio imediato dos pensamentos e problemas, na verdade mantém e intensifica o problema. Ou seja, quanto mais a pessoa fizer um ritual para sentir-se melhor, mais ela ficará escrava das obsessões, refém do próprio pensamento e dos rituais.

Este mesmo caso foi destaque na TV Aratu – SBT, onde foram mostrados vários casos de colecionismo, dentre eles o senhor que coleciona lixo. O colecionismo se caracteriza pela ideia fixa em colecionar determinados objetos inúteis ou não desfazer-se deles por achar que serão úteis no futuro. Todavia devemos ficar atento para diferenciar o colecionismo esportivo do colecionismo patológico. Uma dica para isso é ficar atento ao que motiva e mantém esse comportamento, principalmente às consequências que isso traz à pessoa que emite o comportamento, bem como as pessoas envolvidas direta e indiretamente na questão.

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
elidioalmeida.wordpress.com

Meta ou obsessão? Matéria com citação do psicólogo Elídio Almeida no portal iG

Esta semana o psicólogo Elídio Almeida foi entrevistado pela jornalista Verônica Mambrini, do portal iG, São Paulo, para uma matéria especial sobre as diferenças entre metas e obsessões. Na matéria é discutido que ter um objetivo é saudável, mas é preciso ficar atento aos sinais que indiquem se a meta pode ter se tornado uma obsessão. Além de contar com depoimentos de pessoas que traçaram metas em suas vidas e foram em busca de conquistas.

A matéria foi publicada na página “Delas”, na coluna comportamentos. Clique aqui e confira na íntegra.

 

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Certo ou errado? Governo pede a suspensão de campanha em que Gisele Bündchen aparece de langerie.

O leitor Márvio Miguel, através da nossa fun page, no facebook, sugeriu uma pauta bastante interessante e polêmica para o nosso blog:

Tão logo foi ao ar o comercial com a nova campanha da Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen, mais uma grande polêmica tem circulado na mídia, redes sociais e instancias judiciais do país.

Criados pela Giovanni+DraftFCB, os quatro vídeos comerciais da campanha “Hope Ensina” mostram Gisele Bündchen primeiro vestida de forma cotidiana, sugerindo que aquele tipo de roupa não deve ser usado quando a mulher necessita informar uma má notícia. Em seguida Gisele aparece novamente, desta vez vestida apenas de langerie, explicando que aquela seria a maneira certa, incentivando as brasileiras a usar o charme, a sensualidade e o corpo para ter o controle das situações.

Segundo notícias que vêm sendo divulgadas, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, recebeu algumas reclamações acerca do comercial e por conta disso solicitou ao Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (Conar) a suspensão da campanha. Em resposta à polêmica a marca divulgou uma nota de esclarecimento explicando que a intenção do filme era usar o humor para mostrar a sensualidade da mulher brasileira.

Para a SPM,  a campanha representa um retrocesso nos avanços na luta em prol do reconhecimento dos direitos das mulheres e sustenta que a imagem da mulher é apresentada nos vídeos da campanha numa condição submissa, que conta principalmente com o corpo e o apelo sexual para poder expressar seus comportamentos de forma a evitar eventuais punições. A Hope, na contramão, procura salientar nos vídeos da campanha que a mulher brasileira pode e deve usar seu corpo para, comunicar notícias ruins ou ter desejos atendidos.

Em minha opinião os vídeos da campanha “Hope Ensina” são realmente muito criativos e de fato faz uso do humor para mostrar o poder da sensualidade como ferramenta de controle em nossa sociedade. Todavia, Não posso deixar de considerar que a Hope comete um erro muito grave no que tange à representação do papel da mulher, principalmente depois de todos os danos evidenciados em décadas de uma sociedade machista. Não é saudável para nossa sociedade estimular pessoas a utilizar seus corpos e atributos sexuais para obter um simples pedido de desculpas, comunicar qualquer tipo de notícia ou evitar possíveis punições por ter emitido algum comportamento inadequado.

Dizer que é certo usar uma roupa íntima para amenizar uma situação inadequada e/ou conseguir algo, está na mesma categoria que afirmar que usar um decote para conseguir um desconto ou sensualizar para conseguir uma aprovação do professor ou do chefe, por exemplo. A questão é que muitas pessoas veem isso como uma atitude inadequada, mas não enxerga que atos dessa ordem têm origem a partir de estímulos dados em campanhas publicitárias ou tantas outras formas que nossa cultura produz e propaga conhecimento e valores. Acontece que a Hope, não é a primeira em colocar a mulher numa condição de submissa ao homem ou usar do seu corpo para fazer juízos de valores e propagar preconceitos. Você já reparou nos demais comerciais que vemos na Tv, nas revistas, outdoors? Muitos deles dão dicas bem claras e por isso penso que Hope não deve ser a única penalizada por toda essa questão.

E a SPM fez bem e recomendar a proibição dos comerciais? Acredito que não. Você deve está se perguntando por que não, se acabei de dizer que a Hope errou no comercial, não é verdade? Saibam que sempre tive medo das consequências para proibições a partir da prerrogativa da arbitrariedade. Um erro jamais pode justificar outro e penso, também, que não houve a mínima discussão a cerca da questão, tão pouco a mesma medida tem sido usada para outros tão graves quanto as entrelinhas dos vídeos da “Hope Ensina”.

No geral, penso que devemos fazer sempre uma leitura sistêmica e funcional das questões que perpassam a todo o momento nossa vida, sejam elas as leis e os poderes que regem nossa sociedade; até mesmo os mais sutis estímulos e comandos de comportamentos que nos cercam em todos os ambientes e contextos. Vejo que os dois principais personagens deste tema, a Hope e a SPM, comentem erros: colocar a mulher numa situação submissa e punir arbitrariamente; mas também trazem à tona a questão para a discussão e mostra que há tentativas de reparar danos históricos para nossa sociedade, em especial às mulheres.  Lamentavelmente ainda precisamos passar por episódios desta magnitude. Melhor seria se pudéssemos viver numa sociedade ondes as mulheres não cedessem aos comandos de certo ou errado ditados por uma marca que obviamente tem suas intenções nessa questão, ou ainda que não precisassem de órgãos regulamentadores que diga o que é permitido ou proíbido. Lógico que esse é um mundo utópico, mas hoje nada nos impede de exercemos nosso poder de analisar as coisas que nos cercam com o mínimo de criticidade, basta experimentar.

Obrigado Márvio Miguel pela sugestão. Valeu mesmo e participe mais vezes!

Críticas, dúvidas ou sugestão, clique AQUI e deixe seu recado.

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Psicopata: a constituição de uma pessoa com essa característica

Vivemos numa sociedade que a cada dia temos menos pessoas com tolerância às diferenças e aos comportamentos alheios. Dessa forma, é cada vez maior o número de pessoas individualistas, que pensam somente em si e suporta cada vez menos o convívio social. Essa situação torna-se ainda mais grave nos casos das pessoas que têm um padrão de comportamento em sua personalidade que envolve, fundamentalmente, a insensibilidade às emoções alheias, em especial ao sofrimento. Uma característica fortemente marcante nessas pessoas é a indiferença à ética, à empatia, a normas sociais sobre convívio.

No último dia 30, o psicólogo Elídio Almeida esteve nos estúdios da Tv Itapoan, afiliada da Record na Bahia, para falar no programa Bahia no Ar sobre mais um caso que chocou a população, dada a crueldade do ato e a frieza do acusado.

Nesses casos não há um fator exclusivo para a constituição de uma pessoa com essas características, pois os fatores são multideterminados. Alguns estudos apontam que, do ponto de vista filogenético, as pessoas com esse padrão comportamental, amplamente conhecidas como psicopatas, tem um organismo diferente e reagem à dopamina (neurotransmissor precursor da adrenalina) de forma distinta. Ou seja, são biologicamente incapacitados de ter empatia e sentir emoções como piedade, compaixão, pena ou remorso. Portanto elas têm uma síndrome orgânica que as tornam insensíveis às situações que envolvam outras pessoas, pois um psicopata só consegue pensar em si mesmo e, em alguns contextos e durante algum tempo, pode até fingir emoções se isso for útil e trouxer benefícios para si.

Para nós psicólogos, analistas do comportamento, há 03 níveis básicos de determinação para este tipo de comportamento; e vamos encontrar dados na história evolutiva da Humanidade (que comportamentos foram selecionados desde o homo sapiens até os dias atuais), na Sociedade (quais são os hábitos, a cultura, os valores, as crenças que são compartilhadas pelas pessoas ou pelos grupos presentes nesta sociedade) e por fim, na história de vida da pessoa (como ela percebe e valoriza todos os aspectos desse contexto, ruas relações sociais, afetivas, traumas, angustias inclusive sua formação religiosa e constituição moral e ética).

Algo que assusta ainda mais a população, é a grande frequência destes casos e como a maioria deles mostram pessoas que se sentem autorizadas em nome de determinados grupos, causas e propósitos; a por em prática o que eles consideram como justiça a partir da sua própria ética, sem levar em consideração as demais pessoas envolvidas e às consequências destes atos. E comportamentos desta ordem podem encobrir transtornos mentais graves, a exemplo das psicopatias. Outro fator bastante comum deste aspecto é a utilização das siglas religiosas ou entidades dividas para justificar esse tipo de comportamento, por quem os pratica.

Mesmo em casos crônicos, através de psicoterapia a pessoa é levada a identificar as consequências de seu comportamento e com isso desconstruir crenças e regras que controlam o comportamento inadequado e posteriormente ela pode passar a desenvolver novas estratégias comportamentais para conviver e relacionar-se de forma mais adequada ao contexto sem oferecer riscos a si e às demais pessoas. Quando comportamentos inadequados já ocorreram a psicoterapia pode ajudar esta pessoa a enfrentar as consequências de seus atos, além de trabalhar para que não voltem a se repetir.

É importante destacar que em todo o mundo há cada vez mais o crescimento da intolerância, da individualização e da constituição de grupos que procuram se diferenciar, onde cada um cria seu universo particular e procura viver suas próprias regras em detrimento dos outros. Em todos esses contextos vamos encontrar pessoas que têm passaporte, nível superior, CHN… todas elas estão inseridas nesse contexto e sujeitas aos mesmos efeitos dessa individualização tão valorizada nos dias de hoje. Somado se a esta questão, consideraremos que cada pessoa tem uma percepção, uma interpretação para os comportamentos e a partir daí pode se tornar ator de qualquer ação, baseada em suas próprias regras. Em todos os casos, o ideal é que as pessoas busquem ajuda para si ou para pessoas de seu convívio nos casos em que questões dessa ordem estejam presentes.

Clique AQUI e deixe seu comentário! 

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Atendimento psicológico on-line

Embora os serviços de psicologia tenham se tornado mais acessível nos últimos anos, vemos que para algumas pessoas ainda é inviável o deslocamento até uma clínica ou consultório de psicologia para efetivar o atendimento. Atento aos avanços tecnológicos e pensando sempre no bem-estar da população, nas necessidades e particularidades de cada pessoa, o Conselho Federal de Psicologia regulamentou em 2005 o a atendimento psicoterapêutico e outros serviços psicológicos mediados por computador, oferecendo à população a possibilidade do atendimento psicológico on line*.

E este serviço é regulamentado?

Sim. O atendimento psicológico online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia, através da Resolução 012/2005 (veja aqui) e segue todas as normas do Código de Ética Profissional do Psicólogo.

E a política de Sigilo e Privacidade?

Conforme o Código de Ética do Psicólogo, todas as informações transmitidas ao psicólogo são confidenciais e sigilosas. Assim, é possível garantir que o atendimento será prestado apenas por um profissional habilitado e legalmente credenciado. Entretanto apesar do comprometimento ético e profissional, vale lembrar que o cliente também deve tomar os devidos cuidados para garantir sua segurança. Por isso é recomendado não utilizar computadores públicos, preferindo o de seu uso particular ou que outro lhe ofereça elevado grau de segurança.

A quem se destina?

O atendimento é direcionado a adolescentes e adultos que enfrentam alguns obstáculos para frequentar uma clínica ou consultório de psicologia, tais como: administração do tempo, viagens, mudança de cidade, estado ou país, distancia dos grandes centros urbanos, dentre outros. Pessoas com idade inferior a 18 anos também poderão ser atendidas, desde que sejam autorizadas pelos pais ou responsável.

Como funciona o atendimento psicológico on-line?

O atendimento psicológico on-line é realizado através de videoconferência (Skype ou Google Talk). O psicólogo estará on-line no dia e horário marcado, no programa de conversação escolhido por você.

*Aguardando selo de vistoria do CFP.

As sessões serão realizadas semanalmente (ou no intervalo combinado), tendo, cada sessão, duração de 50 a 60 minutos, os quais passarão a ser contados a partir do horário marcado. Por isso é recomendável que não haja atrasos.

Os atrasos por parte do paciente não serão compensados. O compromisso do psicólogo é o de estar pontualmente à espera e aguardar até o término do horário agendado para a sessão.

Na necessidade de cancelamento da sessão já agendada ou na transferência para outra data, é necessário a comunicação com no mínimo 24h de antecedência (ou de acordo com a urgência do fato). Sem a devida comunicação será considerada sessão realizada e, portanto, cobrada.

Como faço para ser atendido?

Clique aqui e envie um email para o psicólogo Elídio Almeida com suas dúvidas sobre o serviço (custos, horário, forma de pagamento…). O quanto antes seu email será respondido e, a partir daí, pode ser combinado o início dos atendimentos.

Pagamento:

O pagamento será feito através de depósito/transferência bancária ou pelo Pagseguro – uma empresa do grupo UOL, onde você terá a certeza e garantia da lisura de toda transação financeira e que ninguém terá acesso a seus dados pessoais, bancários ou do seu cartão.

Lembrando que o pagamento deve ser confirmado até o início da sessão.

Qualquer dúvida você pode entrar em contato pelos telefones disponibilizados no site ou mesmo pelo email: elidioalmeida@yahoo.com.br

Clique no ícone abaixo para efetuar o pagamento e contratar seu atendimento.


Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Sexo na Adolescência: Transformações do corpo e do comportamento.


A adolescência é um período da vida muito legal, mas bastante conturbado. Nesta fase ocorrem transformações físicas e comportamentais importantes, preparando os meninos e meninas para assumir novos papéis na família e na sociedade. Num processo evolutivo e biologicamente normal, a criança se desenvolve, amadurece e fica apta para usufruir sua sexualidade, firmando sua identidade sexual e buscando um par para relacionar-se. Todo esse desenvolvimento é marcado por modificações no corpo e nos comportamentos dos jovens.

A fase onde há modificações no corpo chama-se de Puberdade. Na puberdade ocorre a primeira menstruação nas meninas (menarca), as poluções masculinas (ejaculações espontâneas sem coito), o crescimento de pelos no corpo, a mudança de voz nos rapazes, o amadurecimento da genitália, com aumento do tamanho do pênis e dos seios, dentre outros.

Esta fase sempre vem acompanhada de transformações emocionais e comportamentais que são tidas como o marco da adolescência. Dependendo da cultura de cada povo e cada família, há variáveis que contribuem para a antecipação da adolescência. Dentre elas podemos verificar a necessidade precoce do trabalho em algumas famílias, antecipação de determinadas responsabilidades e papeis sociais, por exemplo.

O ADOLESCENTE E A SUA SEXUALIDADE
Alguns estudos apontam que, do ponto de vista psíquico, as meninas tendem a amadurecer, em média, dois anos antes que os meninos e isso pode fazer com que elas busquem prorrogar os encontros sexuais e selecionar um parceiro adequado para poder ter sua primeira relação sexual. Já os meninos tendem a buscar encontros sexuais com mais ansiedade, geralmente, persuadindo as garotas ao sexo com eles. Hoje em dia, em nosso meio, há uma tendência dos jovens experimentarem emoções e sensações sexuais com outros de sua idade, sem necessariamente buscar uma relação afetiva estável como um namoro – por exemplo – e para isso normalmente usam o termo “ficar”. Na fase do ficar muitos adolescentes acabam tendo sua primeira relação sexual e perdem a virgindade.

A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família e, principalmente, como foi (ou será) concebida tanto do ponto de vista prático como subjetivo. Inicialmente, de forma geral, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando suas novas capacidades e reações frente a sensações antes desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram (ou acontece) o envolvimento afetivo complementar passando a conviver não apenas em grupos (outra característica da adolescência), mas também aos pares.

A masturbação faz parte da vida das pessoas desde a infância e, na adolescência, se intensifica com a redescoberta de sensações, tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo. Os jovens podem apresentar algum tipo de atividade homossexual nessa fase, como exposição dos genitais, masturbação recíproca e comparação dos seios e dos genitais em grupo (comparação do tamanho do pênis, por exemplo), atividades estas, dependendo da função e dos efeitos para cada um dos envolvidos, não deve ser necessariamente encarada como homossexualidade, sempre deve ser levado em consideração caso por caso e, principalmente, seus significados funcionais.

Quando falamos em sexo devemos ter sempre em vista alguns cuidados e na adolescência esses cuidados devem ser ainda maiores.

Em tempos da super informação, com a internet, a globalização, a pouca censura nos meios de comunicação de massa, há um apelo sexual frequente e precoce, expondo os jovens a situações ainda não bem compreendidas por eles. Os adolescentes falam como adultos, querem se portar como tal e ter os privilégios reais e imaginários da maturidade. No entanto, pode falta-lhes a experiência, a devida compreensão e o significado real de um envolvimento sexual. A gravidez indesejada ou a aquisição de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) são possibilidades presentes na relação sexual em fazes da vida, principalmente na adolescência. Infelizmente, a pouca informação qualificada e o precário manejo dos adultos perante as necessidades dos jovens são os verdadeiros responsáveis pelo falso e ilusório desenvolvimento do adolescente de hoje. Por isso, uma dica aos pais é sempre tentar o diálogo não punitivo com seus filhos e todos – adolescentes e adultos – devem procurar ajuda profissional quando estiverem enfrentando dificuldades em lidar com essas situações.

Se você tem alguma dúvida, crítica ou sugestão clique AQUI e deixe seu comentário.

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Próxima Página »


Visitantes desde abril 2010

  • 58,695 visitantes

Visitantes on line

Vídeos

______________________________

______________________________

______________________________

______________________________

______________________________

Cadastre aqui o seu e-mail e receba atualizações do Blog.

Join 84 other followers

Direitos Reservados:

É proibida a reprodução de textos e outros conteúdos publicados neste Blog, no todo ou em parte (ainda que seja citada a fonte), sem autorização prévia e expressa do autor, sujeito as penalidades previstas na Lei 9.610/98 de direitos autorais.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 84 other followers