Todos nós sentimos timidez de formas diferentes, em contextos e intensidades variadas. No entanto, algumas pessoas vivenciam a timidez com mais frequência ou até mesmo de forma rotineira e isso pode caracterizar prejuízos tanto na vida pessoa quanto profissional. Apesar de, em muitos casos, parecer algo exagerado aos olhos dos outros, só o tímido sabe o quanto sofre por não se sentir bem diante de situações que são comuns às demais pessoas. Por isso, independente de termos ou não esse problema, devemos ficar atentos.
Ansiedade, aceleração dos batimentos cardíacos, tontura, não saber o que fazer ou o que dizer, querer desaparecer, gaguejar, são comportamentos comuns quando uma pessoa vivencia a timidez. Existem várias situações que podem nos causar timidez e é normal, quando em situações com as quais não estamos familiarizados, sentirmos certa ansiedade. Afinal, é uma situação nova, que exige algo que nunca fizemos e não sabemos como serão as consequências disso tudo e isso pode até gerar medo. O medo em certo grau é saudável, é ele que nos nos faz ficar alerta nas situações em que nos colocariam em perigo. Porém, a partir do momento em que ele nos prejudica, atrapalha o nosso desempenho social e a nossa qualidade de vida, já não é mais saudável.

A inibição, então, nos prejudica quando deixamos de cumprir algumas obrigações ou evitamos fazer algo que temos vontade. Vários são os exemplos: não ter amigos por não saber como iniciar uma conversa, ter dificuldade em manter um diálogo, ser reprovado em uma disciplina na faculdade por não ter apresentado um trabalho em público; deixar de participar de reuniões sociais ou familiares para evitar a ansiedade que o contato com as pessoas pode causar… Tanto quanto os exemplos, vários são os motivos que colaboram para sermos tímidos: predisposição à introversão; pouco contato social na infância e adolescência; ter sofrido algum tipo de trauma que afete a auto-estima, (como bullying, por exemplo); ter tido algum tipo de reprovação social ou crítica ao se expor; não saber como enfrentar a situação determinadas situações. Esses e outros motivos podem influenciar negativamente nas habilidades sociais de uma pessoa.

Parte significativa das causas para a timidez advém do modo como a pessoa costuma ser altamente exigente consigo mesma...

... ou da forma como temem veementemente a crítica das demais pessoas e, de certa forma, antecipam esta possibilidade.
Em toda minha experiência clinica e pesquisas na área, tenho visto que a timidez esta diretamente ligada ao histórico de punição a que a pessoa esteve ou está submetida. Por isso, o tratamento compreende identificar na história de vida da pessoa como essa timidez fui construída e trabalhar no sentido de superar os eventos traumáticos, ressignificar crenças, regras e autoregras, desenvolver o repertório de habilidades pessoas e assertividades nas relações interpessoais. Como falei no inicio deste post, independente de termos ou não a timidez como um problema, devemos ficar atentos ao nosso contexto, seja no trabalho, escola, faculdade e principalmente em casa, pois o quanto intervirmos e ajudarmos as pessoas a enfrentarem esse obstáculo, certamente os resultados serão melhores após o enfrentamento e a superação da timidez.
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Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Mesmo quando se desgastam fisicamente ao ponto de ficar muito abaixo do peso considerado saldável e serem classificadas como doentiamente magros, os anoréxicos ainda acham que os seus corpos são muito pesados e continuam a comer tão pouco quanto possível e exagerar na dose de exercícios físicos. Infelizmente, sem nutrientes suficientes no corpo, os órgãos internos de um anoréxico podem falhar, podendo daí resultar na instalação de outras doenças e chegar até mesmo a morte.
Raramente um anoréxico reconhece o seu transtorno alimentar e procura ajuda, portanto cabe muitas vezes aos familiares e amigos que suspeitam de anorexia nervosa procurar ajuda de profissionais. Muitos dos sinais que indicam anorexia incluem:
A anorexia nervosa afeta principalmente os adolescentes




Ano passado fiz um post falando sobre o 



Claro que algumas pessoas que são inassertivas, em um dado momento, vão tentar fazer com que suas opiniões sejam respeitadas, mas muitas vezes por não saber como fazer isso da melhor forma, acabam sendo agressivas. É sobre agressividade que falaremos no próximo post desta série.
Um bom exercício para auxiliar nesta escolha é buscar o autoconhecimento para entender suas preferências atuais, como elas foram construídas, que coisas você gostava antes e hoje não gosta mais, o que você pretende fazer no futuro ou como gostaria de viver. Que tal tentar pensar um pouco sobre isso?
O ideal é você optar por uma orientação vocacional que acompanhe e avalie as suas expectativas de forma ampla e não se prenda apenas a aplicação de testes. A orientação vocacional individual ou em grupo deve basear-se em: autoconhecimento, levando em consideração o passado, presente e perspectivas para o futuro; conhecimento da realidade profissional, histórico da profissão e projeção para o futuro; os processos que envolvem a tomada de decisão do curso, levando em consideração os pós e contras desta decisão.
Mas o que os Testes Vocacionais e a Orientação Vocacional avaliam? Teoricamente esses instrumentos e procedimentos visam identificar: as aptidões, interesses, aspectos da personalidade, da inteligência e como esses dados ajudam a apontar a escolha mais conveniente em termos realização pessoal e profissional. Os testes mais empregados atualmente são os testes de desenvolvimento cognitivo global, que avalia as habilidades do ser humano, o nível de percepção, a memória e o raciocínio. Outras opções são os testes de identificação da personalidade, que visa analisar as características pessoais, equilíbrio emocional, além de verificar as angústias, rivalidades e conflitos da pessoa. Depois que os testes são realizados, seguem-se para as entrevistas com o jovem e os pais dele. A conversa é baseada no histórico familiar, cultural, situações do cotidiano, relacionamento social, entre outros assuntos. A partir daí é possível chegar ao perfil da personalidade que revela as características, habilidades, dificuldades em questão.

A pessoa que se sente culpada experimenta várias sensações desagradáveis como: raiva de si mesma, preocupação excessiva com a opinião dos outros, mal estar, dificuldade de assumir responsabilidade pelos próprios atos, sente-se rejeitada ou vítima da situação, dificuldade de expressar os reais sentimentos, não consegue dizer “não”, tem baixa autoestima, além de procurar agradar fazendo algo pelos outros e raramente para si mesma. A grande questão é que além de enfrentar todos esses comportamentos que estão atrelados ao sentimento de culpa, a pessoa acha que o erro está nela, o que pode agravar ainda mais a situação. Como procurei mostrar nos exemplos acima a culpa se instala em função de haver um julgamento da ação e possivelmente uma punição caso ela não seja aprovada. Ou seja, o sentimento de culpa não surge pelo fato de ter ido à festa ou está curtindo o feriado, mas sim pelo julgamento e desvio do enfoque da ação, que normalmente considera a pessoa culpada.
Na psicoterapia, o terapeuta pode ajudar a detectar o funcionamento das condições em que o sentimento de culpa se instala, como ela atinge não somente a pessoa que se sente culpada, mas também as demais pessoas envolvidas no contexto, de forma a avaliar a situação criticamente e ter comportamentos mais adequados e assertivos. Todo esse processo envolve emitir comportamentos que minimizem a possibilidade de punição (autopunição ou punição por terceiros) e aumentar a probabilidade de sucessos de seus atos. O terapeuta procura levar o paciente a reconhecer que emitir comportamentos “inadequados” é fruto do contexto e não de “culpa” ou “responsabilidade” pessoal. Se há algo responsável pelos comportamentos emitidos inadequadamente, certamente perpassam pelo contexto e pelas relações. Por isso, os esforços de mudança devem ser dirigidos para o contexto e para as relações, não especificamente sobre a pessoa de forma particularizada. Como costumamos sempre dizer: “para obtermos respostas diferentes, devemos ter comportamentos diferentes”.
Em alguns momentos da vida percebemos que não estamos felizes em relação a nós mesmos e também conseguimos saber quando outras pessoas não estão se valorizando o suficiente, e costumamos dizer que elas não têm amor próprio ou que têm uma baixa auto-estima.
Muitas vezes quando a nossa auto-estima está meio em baixa, podemos nos questionar se estamos exigindo demais de nós mesmos, se estamos impondo a nós mesmos conquistas ou mudanças grandes demais ou rápidas demais para as nossas possibilidades. Se a exigência é alta, a decepção quando as coisas não dão certo também pode vir a ser. Ter objetivos é muito importante, mas alcançá-los passo a passo dentro do que é possível pode ser uma alternativa mais saudável para nossa auto-estima. Quando a gente tem um problemão, pode dividi-lo em probleminhas que a gente consiga resolver e assim cada etapa resolvida é uma pequena vitória, é um passo à frente.
Falar em público é uma habilidade social extremamente necessária. Diariamente nos deparamos com situações em que a necessidade de termos uma boa oratória é cada vez mais exigida; afinal, rotineiramente, estamos participando de reuniões, onde normalmente temos que emitir um parecer ou opinião sobre determinado assunto ou a apresentação de um trabalho no colégio ou na faculdade, dentre outros.
Dessa forma, por não conseguir se expressar perante outras pessoas em função do medo, ansiedade ou outros fatores, a pessoa enfrenta um sofrimento por não ter sido capaz de realizar uma coisa “tão simples” para outras pessoas. Em função da incapacidade de falar em público, pode-se, inclusive, perder a oportunidade de alcançar uma promoção no trabalho ou o simples reconhecimento da turma ou dos familiares.
O transtorno de pânico, anteriormente chamado de síndrome do pânico, é um conjunto de alterações corporais e comportamentais que se caracterizapor ataques ou crises de pânico que acontecem de forma súbita e intensa. Normalmente provoca taquicardia, dificuldade de respirar, boca seca, tremores, sudorese, tonteira, vertigens, pernas bambas, náusea, formigamento, medo de perder o controle, desmaio, terror (sensação de que algo terrível irá acontecer) e medo de morrer. Os ataques têm seu ápice por volta de dez minutos após o início, podendo durar até uma hora. Por vezes, o transtorno do pânico se apresenta associado a outros transtornos, como de
As histórias típicas das pessoas que tiveram ataques de pânicos são de uma vida normal até a ocorrência do primeiro ataque. Depois disso, suas vidas pessoais, profissionais e afetivas ficam comprometidas. Isso porque os lugares em que ocorreram os ataques de pânico, normalmente, passam a ser evitados, o que leva a restrições importantes quanto às atividades profissionais e pessoais.
A terapia comportamental objetiva a promoção de auto-conhecimento, levando a pessoa a compreender eventos na sua vida que desencadeiam e/ou mantém o pânico. Além disso, a terapia comportamental dispõe de técnicas para expor a pessoa a situações que desencadeariam o pânico, lenta e gradualmente, de forma que haja uma dessensibilização para o local “temido”, ensinando-o a enfrentar suas limitações de forma menos estressante. Nesta terapia, é enfatizada a importância de se aprender a colocar limites nas relações interpessoais, entender que não se deve viver para agradar outras pessoas e que não se deve sentir responsável por todos e por tudo.
Entrar no carro, dar a partida, engatar a marcha, soltar o freio-de-mão e dirigir até um determinado destino é uma rotina comum a muitas pessoas. No entanto, o que é hábito para alguns é dor e tormento para outros.
A fobia de dirigir, por outro lado, além da ansiedade e do medo intensos, é associada a reações corporais como: sudorese, tremores nos braços e pernas, taquicardia e boca seca. Tudo isso pode aparecer quando a pessoa dirige ou até mesmo quando pensa na simples possibilidade de dirigir; e por isso ela evita a qualquer custo o volante.



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