
Hoje presenciei uma cena numa farmácia que me deixou apreensivo: Uma criança de aproximadamente 02 anos começou a apanhar frascos de xampu na prateleira e atirá-los contra o chão. O pai olhou para mãe e a mãe agiu prontamente: ordenou que a babá da criança apanhasse e organizasse novamente os xampus na prateleira.
Sinceramente a vontade que tive foi de convidá-los para uma conversa e juntos refletirmos sobre os comportamentos daquela situação, pensar no porque cada um fez o que fez e quais as consequências disso em longo prazo. (In)felizmente o bom senso social falou mais forte naquele momento e apenas fiquei na torcida para que essa família seja mais eficaz em suas relações e na educação do seu filho e que não venham sofrer as severas consequências do comportamento inadequado que tiveram naquela ocasião.
O número de famílias que têm dificuldades de conduzir a educação dos filhos e até mesmo lidar com os comportamentos mais difíceis de agressividade e rebeldia dos adolescentes, tem levado cada vez mais famílias a buscar o auxilio da psicoterapia comportamental. De fato é difícil enfrentar essas situações como já falei aqui quando tratei dos comportamentos de birra em crianças, mas devemos pensar que muita coisa pode ser feita desde muito cedo, até mesmo como medidas preventivas.
Se você vive ou já viveu situação semelhante em qualquer um dos papeis da situação descrita acima, o pensa a respeito? Será que não são comportamentos como esse que constrói os reizinhos que comandam a casa em várias situações? O que será que a criança aprendeu com a atitude dos adultos? Por que será que o pai transferiu à mãe o controle da ação? Será que a mãe agiu de forma adequada ao contexto? O que a impediu de tomar outra atitude? Qual deve estar sendo o papel desta babá na família e o que isso também implica no desenvolvimento da criança? Será que todos que presenciaram a cena pensaram o mesmo que eu? O que será que mantém cada comportamento que foi adotado pelos expectadores e pelos envolvidos?
Se pudermos parar um pouco para pensar sobre isso já terá valido a pena. Dúvidas, críticas ou sugestões clique AQUI.
Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com
No post
Certamente você conhece alguém que “adora fazer um barraco”, “dar chilique” ou “chutar o pau da barraca” para poder se expressar, ter a atenção de alguém ou ter suas vontades atendidas. Imagine, por exemplo, que Juçara ver seu namorando com uma mulher e fica com muito
De forma geral, existem várias maneiras pelas quais aprendemos a nos comportar. A principal delas é através das contingências de reforçamento que tivemos ao longo da vida. Ou seja, os comportamentos que foram reforçados pelo contexto ou pelas consequências possuem grandes chances de serem repetidos, pois a consequência foi boa. Assim, em busca dessa gratificação tendemos a nos comportar de modo que a birra se repita cada vez mais. Embora, muitas vezes, façamos isso inconscientemente, não é correto dizer que foi sem propósito, afinal, sempre existe um ganho em vista na emissão de cada comportamento.
Semana passada um leitor do Blog escreveu pedindo que eu falasse sobre o ciúme, à luz do Behaviorismo Radical. O ciúme é um comportamento humano extremamente comum e universal. De forma geral, podemos dizer que nenhuma pessoa pode afirmar, em sã consciência, que nunca teve ciúme, afinal, naturalmente, nos apegamos às pessoas ou objetos. Porém, muitas vezes, acabamos estabelecendo uma condição de posse ou de propriedade sobre essas pessoas ou objetos; e aí se instala o ciúme. Nesses casos, o ciúme pode ser entendido como um conjunto de emoções e sentimentos que tem a função de explicitar a ameaça à estabilidade e/ou qualidade de um relacionamento, chegando a apresentar certa dificuldade na distinção entre o normal e o patológico.
O ciúme se traduz em padrões comportamentais como as buscas frenéticas de confirmações, questionamentos constantes, proibições, brigas, choros, chegando a ações agressivas e violentas, gerando dor, raiva, tristeza, medo e baixa autoestima; além de ocasionar reações físicas como taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca e aperto no peito. A manifestação de ciúme mais comum é dentro de um relacionamento afetivo-amoroso seja entre namorados ou casais. Porém, podemos observar o ciúme também entre irmãos, ciúme dos pais, professores colegas de trabalho, amigos e até de objetos.
Mesmo sendo considerado por muitos como normal, o ciúme é um comportamento negativo em qualquer relacionamento porque provoca desconfiança, insegurança e instabilidade no relacionamento. Enquanto o ciúme dito normal seria transitório, específico e baseado em fatos reais, o patológico seria uma preocupação infundada, constante e absurda.



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