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Elídio Almeida fala sobre Ciúmes, em reportagem especial sobre o Dia dos Namorados, no programa Bahia no Ar.

Dia 10 de junho o telejornal Bahia no Ar, programa da Rede Record/TV Itapoan, levou ao ar uma reportagem especial sobre o Dia dos Namorados. Na ocasião o psicólogo Elídio Almeida, foi entrevistado pelo repórter Gabriel Pinheiro e pela apresentadora Adriana Quadros e falou sobre ciúmes: sua função, o que o mantém e como controla-lo na relação.

Elídio falou sobre o mito de que o ciúme é o tempero do relacionamento, esclarecendo que, mesmo quando ele é visto como positivo, seu efeito em médio ou longo prazo pode ser sempre negativo, inclusive nas situações em que destaca a presença do(a) parceiro(a) na relação. Essa postura tende a favorecer os comportamentos de desconfiança, insegurança e instabilidade na relação.

O legal desse diálogo da psicologia com a população geral, através da televisão, é sempre interessante para discutir comportamentos como o ciúme, numa ocasião em que os relacionamentos estão em destaque, como é o caso do Dia dos Namorados. Por isso. vamos lembrar que ciúmes sempre traz efeitos ruins para o casal, por isso vamos ficar atentos para driblar este vilão é construir relações mais saudáveis.

Feliz Dia dos Namorados para todos!

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Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Ciúme

Semana passada um leitor do Blog escreveu pedindo que eu falasse sobre o ciúme, à luz do Behaviorismo Radical. O ciúme é um comportamento humano extremamente comum e universal. De forma geral, podemos dizer que nenhuma pessoa pode afirmar, em sã consciência, que nunca teve ciúme, afinal, naturalmente, nos apegamos às pessoas ou objetos. Porém, muitas vezes, acabamos estabelecendo uma condição de posse ou de propriedade sobre essas pessoas ou objetos; e aí se instala o ciúme. Nesses casos, o ciúme pode ser entendido como um conjunto de emoções e sentimentos que tem a função de explicitar a ameaça à estabilidade e/ou qualidade de um relacionamento, chegando a apresentar certa dificuldade na distinção entre o normal e o patológico.

O ciúme se traduz em padrões comportamentais como as buscas frenéticas de confirmações, questionamentos constantes, proibições, brigas, choros, chegando a ações agressivas e violentas, gerando dor, raiva, tristeza, medo e baixa autoestima; além de ocasionar reações físicas como taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca e aperto no peito. A manifestação de ciúme mais comum é dentro de um relacionamento afetivo-amoroso seja entre namorados ou casais. Porém, podemos observar o ciúme também entre irmãos, ciúme dos pais, professores colegas de trabalho, amigos e até de objetos.

Existem várias definições de ciúme, mas em comum 3 elementos:

1) Ser uma reação a uma ameaça percebida;
2) Existência de um rival real ou imaginário;
3) A reação visa eliminar os riscos da perda do objeto amado.

Uma dica importante para enfrentar o ciúme é entender a função que este tem no relacionamento, descobrir o que o mantém, além de dialogar para encontrar soluções. Também é importante não reforçar este comportamento. Sem perceber (ou por não saber o que fazer), muitas vezes, a pessoa acaba reforçando o comportamento “ciumento” ao, por exemplo, dizer frases como: “você fica linda ciumenta”. Em médio prazo a pessoa ciumenta faz uma ligação entre seu comportamento ciumento e os reforçadores que obtém com este comportamento. Portanto, as chances do ciúme ser mantido e aparecer mais vezes é muito maior.

Mesmo sendo considerado por muitos como normal, o ciúme é um comportamento negativo em qualquer relacionamento porque provoca desconfiança, insegurança e instabilidade no relacionamento. Enquanto o ciúme dito normal seria transitório, específico e baseado em fatos reais, o patológico seria uma preocupação infundada, constante e absurda.

Quem sente ciúme patológico tem a compulsão de verificar constantemente as suas dúvidas, a ponto de se dedicar exclusivamente a invadir a privacidade e tolher a liberdade do parceiro. Muitas vezes essas dúvidas são provenientes de fantasias ou má interpretação dos sinais e comportamentos, podendo não ser confirmadas. Nesses casos é recomendada uma psicoterapia para que sejam trabalhadas técnicas de confiança em si mesmo, assertividade, autoestima, podendo em certos casos ser recomendada terapia de casal.

Mas e se o ciúme virar briga, o que fazer? A resposta é delicada. Ao ceder ao ciúme, certamente você estará aumentando a frequência das perguntas, proibições, brigas e perseguições. Se não atender, corre o risco de ter que enfrentar uma briga ainda maior ou mesmo o fim do relacionamento. Antes de tudo, precisamos pensar – mais uma vez – em qual é a função do comportamento ciumento. Talvez antes de virar briga, o procedimento mais assertivo seria expor ao parceiro os motivos de descontentamento, seja do ponto de vista do ciumento ou do ponto de vista do parceiro. É importante conversarem francamente sobre o tema e juntos chegarem a um acordo sobre as situações que despertam ciúmes e suas consequências deste para o relacionamento. Nestes casos é importante a ajuda de um psicólogo para intermediar e contribuir na discussão; e nos casos de agressão, é necessário tomar as medidas legais adequadas.

Elídio Almeida
Psicólogo| CRP 03/6773
elidioalmeida.wordpress.com


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