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Direitos Humanos

No primeiro post de 2011 vou compartilhar com vocês trechos de um dos textos mais importantes que li durante minha formação em psicologia. Quando me preparava para realizar meus primeiros atendimentos em clínica, minha querida professora Dra. Ana Lúcia Ulian recomendou que eu lesse, antes mesmo dos textos técnicos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Confesso que achei estranho, pois a expectativa era aprender mais sobre os “segredos” dos atendimentos clínicos, mas ao ler a Declaração me dei conta de quanto dos nossos direitos são violados ao longo da vida e como isso traz implicações e reflexões ao nosso bem-estar psicossocial.

Aquela, foi a primeira ocasião que tive contato direto com a Declaração [!!!] e posso imaginar que muitos ainda não tiveram a oportunidade de ler os termos deste documento tão significativo para a humanidade e que nem sempre é observado pelas autoridades ou nas relações entre as pessoas no da a dia. Por isso, neste início de ano, quero convidar você ler (ou reler) e, acima de tudo, refletir sobre cada um dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos que estão resumidos a seguir. Quem sabe eles podem nos ajudar a refletir sobre nossa história e trazer compreensão para algumas questões que nos afeta, não é mesmo?

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Artigo 1º

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Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

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Artigo 2º

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Toda pessoa deve possuir os mesmos direitos e liberdades sem distinção.

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Artigo 3º

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Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

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Artigo 4º

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Ninguém será mantido em escravidão ou servidão.

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Artigo 5º

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Ninguém será submetido a torturas ou castigo cruel.

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Artigo 6º

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Todo ser humano será reconhecido como pessoa perante a lei.

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Artigo 7º

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Toda pessoa deve ser protegida igualmente perante a lei, sem discriminação.

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Artigo 8º

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Toda pessoa deve ter acesso à justiça para reparar violação dos seus direitos.

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Artigo 9º

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Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

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Artigo 10º

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Toda pessoa tem direito a julgamento público, imparcial e justo.

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Artigo 11º

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Toda pessoa acusada será presumida inocente até que sua culpa seja provada.

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Artigo 12º

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Ninguém sofrerá interferências em sua vida privada, nem ataques a sua honra e reputação.

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Artigo 13º

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Toda pessoa tem o direito de ir e vir, bem como o de residir dentro e fora de seu país.

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Artigo 14º

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Toda pessoa perseguida tem direito a procurar asilo em outro país.

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Artigo 15º

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Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.

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Artigo 16º

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Toda pessoa tem direito de constituir família, mas não será obrigada a isso.

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Artigo 17º

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Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.

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Artigo 18º

Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião.


Artigo 19º

Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e de expressão.


Artigo 20º

Toda pessoa tem direito de se reunir e de se associar, pacificamente, não podendo ser obrigada a isso.

Artigo 21º

Toda pessoa tem direito de participar do governo, de ter acesso ao serviço público e de eleger livremente seus representantes.

Artigo 22º

Toda pessoa possui direitos econômicos sociais e culturais.

Artigo 23º

Toda pessoa tem direito ao trabalho, a um salário justo e a sindicalização.

Artigo 24º

Toda pessoa tem direito ao repouso, ao lazer e a férias remuneradas.


Artigo 25º

Toda pessoa tem direito à saúde, ao bem-estar e à participação social, principalmente as mães e crianças.

Artigo 26º

Toda pessoa tem direito a uma educação de qualidade, que garanta o pleno desenvolvimento da personalidade humana.

Artigo 27º

Toda pessoa tem direitos a participar da vida cultural e receber os benefícios do progresso da ciência.

Artigo 28º

Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional onde cada país respeite os princípios desta declaração.

Artigo 29º

Toda pessoa tem o dever de contribuir para que os direitos de todos sejam respeitados conforme os princípios das nações unidas.

Artigo 30º

Nenhuma pessoa, grupo ou estado poderá suprimir os direitos e liberdades estabelecidos nesta declaração.

Pois bem! Mais uma vez, Feliz Ano Novo a todos e que possamos estar cada vez mais atentos ao nossos direitos e não permitir que outros violem nossa liberdade (no sentido mais amplo da palavra). Felicidades!

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Propaganda das Havaianas com mensagens homofóbicas

A marca de sandálias Havaianas lançou este mês sua campanha publicitária para o verão 2010. Ícone brasileiro, as Havaianas sempre trouxeram para os espaços publicitários campanhas com doses de humor que retratam situações do cotidiano, razão pela qual têm muita aceitação popular e leva muitas pessoas a repetir os comportamentos da propaganda no dia a dia, sejam nas escolas, ruas, praias ou entre amigos.

Intitulada de “Patrulheiro Havaianas”, a campanha verão 2010 da sandália feita pela agência AlmapBBDO  tem gerado muita polêmica e discussão, pois tem sido taxada de homofóbica. Que tal analisarmos a peça para ver o que ela diz? Assim esse exercício pode nos ajudar a compreender a mensagem da propaganda.

O comercial começa com o patrulheiro rodoviário perguntando se tem arma no carro. Qual é a resposta de um dos rapazes? “Tinha um canhão, mas a gente já deixou a namorada dele em casa”. Nem vou me ater muito a esta informação para não entrar noutras questões preconceituosas de gênero, mas convenhamos que a Fernanda Vasconcelos tá longe de ser a mulher feia que a piadinha tenta passar, não é mesmo?

Em seguida a propaganda faz uma coisa legal, que é chamar a atenção para o Artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro que proíbe dirigir usando calçados que não se firme nos pés, como as Havaianas, por exemplo, que não possuem tiras presas aos calcanhares. Nesse ponto a propaganda dá uma dica bem clara: “Nas férias, quando você usa mais as suas Havaianas, tenha cuidado para não ser pego dirigindo com elas, senão você vai pagar multa e perder 04 pontos na sua carteira de habilitação”.

Depois, quando um dos atores pergunta se dirigir de Havaiana é crime, o guarda responde: “Crime não, é infração.” Ou seja, uma regra que deixou de ser cumprida. Porém, na tentativa de instruir os rapazes do que seria um crime ele diz: “Crime é você namorar a Fernanda Vasconcelos e ir à praia com dois marmanjos”.

Engraçado? Nem um pouco.

Qualquer dicionário que consultarmos vai informar que crime é uma “violação muito grave de ordem moral, religiosa ou civil que deve ser punida pelas leis”. Segundo a propaganda, o rapaz que recebe a multa (penalidade), além da infração de trânsito, cometeu que crime? “– Ir à praia com dois homens”.  Nesse ponto a propaganda dá outra dica bem clara: “Se você sair para se divertir acompanhado por outro homem, você estará cometendo um crime e será punido pelas leis da moralidade, da religião ou da justiça”. E é nesse contexto que a propaganda peca passando essa mensagem de homofobia.

Como falei, as Havaianas sempre trouxeram propagandas com conotações humorísticas e isso leva muitas pessoas a repetir os comportamentos de um comercial no dia a dia. Imagine que na vida real alguns amigos resolvem ir à praia ou ao shopping e alguém influenciado pela propaganda diz e diz: “Homens juntos! Que crime.” Lógico que alguém pode levar na esportiva ou não se ofender com essa atitude, mas outros podem inclusive evitar ser visto acompanhado por outros homens para não ser taxado de criminoso e ser apontado como infrator, imoral ou contraventor. Dessa forma a gente pode entender que a propaganda pode incentivar comportamentos punitivos para situações que se assemelhem a relacionamentos homossexuais e isso não é uma infração, é crime!

Se gostou desse texto, poderá gostar também:
Homofobia e punição social
Homofobia e suas raízes

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Homofobia e suas raízes

Ontem um leitor escreveu comentando que visitou o Blog e votou na enquete que levanta uma questão polêmica: Será que os homofóbicos são gays enrustidos? (vote você também, no box acima). Nosso leitor disse que esteve pensando sobre o assunto e ao encontrar numa banca de revista uma publicação semanal que trazia na capa o destaque de uma novela sobre uma relação entre um vilão homofóbio com um rapaz gay ele, decidiu pedir um post com esclarecimentos sobre esta questão.

Confesso que o pedido foi desafiador. Como não assisto a novela, não saberia falar sobre as personagens que o leitor informa, tão pouco vi a revista para falar sobre o destaque da capa. Mesmo assim aceitei o desafio. Para isso,  precisei por em prática uma coisa que falo muito aos meus clientes e leitores: “antes de tomarmos qualquer iniciativa, precisamos conhecer e analisar a situação”. Primeiro fui saber das pessoas que acompanham a novela quem são as personagens, o que fazem e que comportamentos têm. Recebi uma dica muito legal: “veja no youtube, lá tem tudo!”. Depois de conhecer Saulo e Arthurzinho, da Global Passione e de ter visto a revista exposta na fila do supermercado, me senti mais à vontade para atender ao pedido.

Veja só: no vídeo Saulo odeia Arhurzinho, quando na verdade, segundo a revista, eles eram amantes!

Como pode ser isso?

Alguns estudos afirmam que atos de intolerância como racismo, etnocentrismo e outras formas de preconceito como a homofobia, na maioria das vezes têm a função de tentar esconder ou disfarçar o padrão comportamental que o próprio agressor identifica em si, porém não consegue se reconhecer ou aceitar-se como tal. Isso significa dizer que as pessoas que expressam sua negação com agressividade, violência e revolta podem estar tentando passar uma imagem falseada de sua verdadeira personalidade e sentimentos. As razões para esse “disfarce” pode ser pelo fato do ambiente não aprovar tais comportamentos ou pelo medo de outras punições como exclusão e humilhações.

Neste vídeo um experimento científico foi realizado para tentar provar que o homofóbico é um gay recalcado.

Outros estudos também revelam que heterossexuais seguros e convictos de sua sexualidade não se sentem ameaçados por pessoas de orientação homossexual ou de outras práticas sexuais distintas. Também, dados revelam que a maior parte das agressões homofóbicas são praticadas por pessoas inseguras de sua sexualidade e que talvez por isso seja comum ouvirmos a afirmação de que todo homofóbico é um gay enrustido. Mesmo com tantas evidências não podemos generalizar, de forma tão enfática, uma afirmação tão polêmica como esta. Embora em muitos casos esta afirmativa mostre-se verdadeira, a exemplo da personagem Saulo, no desdobramento do folhetim Global, várias possibilidades de análise devem ser consideradas na tentativa de saber a verdadeira função desse comportamento que pode variar de agressor para agressor.

Devemos considerar que muitos homossexuais não vivenciam sua homossexualidade, mesmo que clandestinamente, e procuram se prevenir das punições sociais fazendo algo que teoricamente será legitimado pelo contexto em que vivem, ou seja, agredindo outros homossexuais para afastar de si qualquer suspeita de homossexualidade. Nestes casos, os que se reprimem ao extremo pode associar-se a organizações políticas, grupos reacionários como os famosos skinheads ou religiosos que perseguem os homossexuais, sendo que todos esses podem sofrer com as mesmas questões e unidos fazem verdadeiras cruzadas.

No exemplo que o leitor pediu para comentar, creio que o autor Silvio de Abreu tentou mostrar que Saulo pode ser uma dessas pessoas que tenta esconder sua homossexualidade ao ponto de, não apenas agredir outros homossexuais, mas de tentar sustentar um relacionamento heterossexual, ter filhos e fazer “coisas de macho”. Por essa razão, é interessante pensar que as pessoas que se engajam nesse tipo de comportamento têm, além do sofrimento pessoal e um gasto de energia muito grande para manter essas situações, a necessidade de apoio, compreensão e um ambiente em que as ações sejam mais reais para si e para as demais pessoas do contexto. Quando ambiente não é punitivo as verdades vêm à tona de forma tão natural que não há espaço para o sofrimento desmedido. Abaixo a homofobia!

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Homofobia e punição social

Hoje vou usar um comercial da Doritos que foi censurado, para falar de um tema muito recorrente na psicoterapia e no consultório: a homofobia.

Nesse comercial, um grupo de amigos está no carro e toca uma música que é considerada um hino gay: “YMCA“. O garoto menor, do banco do carona, começa a dançar e os amigos ao redor repudiam esse comportamento. A propaganda termina com um pacote de Doritos tapando o rosto do garoto discriminado e o narrador aconselhando: “Se for dividir algo com os amigos, divida um Doritos”.

A mensagem do comercial (ou a dica, como costumo falar com meus clientes) é bem clara: “Não fale de sua homossexualidade para os amigos, senão você será punido”. Além da dica e do comportamento punitivo dos demais rapazes; o comercial incita a violência física ao sugerir o arremesso do pacote no rosto do jovem.

A punição é um método eficaz de ensino, porém problemático tanto do ponto de vista ético (quem tem o direito de punir? e como?) quanto técnico (a punição gera efeitos indesejáveis, como ódio e medo). Skinner foi um defensor de formas não-punitivas de alteração do comportamento humano, isto é, baseados na recompensa.

Essa propaganda também me chamou a atenção porque mostra uma das características do comportamento social que é estipular as regras de como as pessoas devem se comportar. Ou seja, a instrução “Não fale de sua homossexualidade para os amigos” expressa uma condição do grupo social onde o jovem apontado na propaganda esta inserido: “Se você falar da sua homossexualidade você será punido”.

A história da humanidade mostra que a homossexualidade e a discriminação – infelizmente – sempre estiveram juntas.  Discriminação é uma forma severa de punir as pessoas. Um exemplo disso é a repressão que a sociedade machista tem para com os homossexuais, onde qualquer comportamento “de gay” é punido, seja com violência física ou ofensas morais. Houve tempos (????) em que a homossexualidade já foi considerada pecado, crime e até doença.

Ser ou não homossexual não se trata meramente de uma escolha deliberada diante de determinadas alternativas afetivas e sexuais da nossa sociedade. Contudo, a homossexualidade tem exposto muitas pessoas a situações de traumas, depressão, rebeldia, incompreensão, problemas familiares, sociais e profissionais, dúvidas sobre comportamentos, ansiedade e, sobre tudo, medo de falar e expressar sentimentos tão íntimos numa sociedade tão punitiva.

O exemplo do comercial aqui comentado mostra também que, às vezes, nem mesmo os “amigos” e as pessoas mais próximas entendem, respeitam ou tem maturidade suficiente para lidar com situações tão delicadas. Por isso, não hesite em procurar um profissional e buscar ajuda, seja para você ou para alguém quem você quer ajudar e de repente não sabe como.

 

Leia mais:

 

Elídio Almeida
Psicólogo| CRP 03/6773
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

 


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