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Estresse pós-traumático: O impacto da tragédia em Realengo.

Todo país ainda acompanha os desdobramentos acerca do massacre ocorrido no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, na manhã de quinta-feira, 07 de abril de 2011.  No Post “Tragédia no Realengo: o que isso diz sobre nossa sociedade?”, falei sobre a preocupação que devemos ter com o bem estar das testemunhas que sobreviveram a esta tragédia, com os pais que tiveram seus filhos assassinados nesse trágico episódio, alunos, professores, funcionários, amigos e tantas outras pessoas que já testemunharam situações semelhantes, além de toda sociedade que vive hoje o medo e pânico, em função de estar vulnerável à mesma situação.

Desde as primeiras notícias do caso, muitas pessoas têm me perguntado quais são os impactos que esse massacre pode causar às pessoas que testemunharam, ou de alguma maneira, se veem na mesma situação de vulnerabilidade daqueles alunos, professores, funcionários da escola, pais e responsáveis. Lógico que os impactos serão os mais desagradáveis possíveis, mas vão ocorrer em função da história de vida de cada pessoa, ou seja, a maturidade, os apoios familiares, afetivos, sociais e o contexto em que ela vive. Todavia, dada a magnitude do que aconteceu, no geral, as pessoas poderão desenvolver alguns transtornos como: aversão a qualquer coisa ou circunstancia que lembra o episódio traumático, fobias diversas, pânico, medo, comportamentos persecutórios e delirantes, introspecção, dentre outros. É possível dizer que todas elas enfrentarão algo que chamamos de estresse pós-traumático.

O transtorno do estresse pós-traumático, ou também conhecido como TEPT, pode ser ilustrado pelo terrível massacre que ocorreu no Realengo, mas em outras ocasiões ele acontece quando uma pessoa vivencia um trauma emocional que causa grande impacto em sua vida. É bom destacar que esse grande impacto é muito relativo e varia de pessoa para pessoa. Observe que falamos acima de pessoas que estiveram frente a frente e sobreviveram aos ataques de um assassino. O mesmo transtorno ocorrer com uma pessoa que sofreu uma tentativa de assalto, sequestro ou esteve frente a frente com um animal peçonhento, uma cobra, por exemplo. Esses traumas incluem, ainda, catástrofes naturais, agressão física, estupro, acidentes… e o trauma geralmente está relacionado a uma ameaça real (ou imaginária) à vida ou integridade física e psicológica da pessoa.

Existem alguns fatores que facilitam o desenvolvimento do transtorno do estresse pós-traumático- TEPT:

- O tipo de personalidade pode ter influência;

- Como se aprendeu a lidar com situações estressoras durante a vida;

- A forma como a pessoa lida com as dificuldades da vida;

- Ter pouca habilidade de resolver problemas;

- Estar constantemente exposto a situações de risco.

O TEPT afeta a pessoa como um todo, trazendo perturbação, sofrimento e prejuízos significativos em muitas áreas da vida sejam na vida pessoal, social e também profissional. O transtorno do estresse pós-traumático provoca sintomas fisiológicos, emocionais e comportamentais, sendo que na maioria das vezes eles ocorrem interligados ou simultaneamente.

E o que sente uma pessoa que está com transtorno do estresse pós-traumático?

É importante destacar que as pessoas que passam por eventos traumáticos podem ou não desenvolver o Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Todavia, as que o desenvolvem, podem começar a perceber seus sintomas logo após o evento ou ainda demorar até 06 meses para começar a apresentá-los. Estes últimos são como as pessoas costumam dizer “Ainda não caiu a ficha”.

O próprio caso dramático ocorrido em Realengo pode nos trazer significativas aprendizagens para lidar com o estresse pós-traumático. Li uma reportagem onde sugeriram diversas ações para ajudar os alunos, familiares e comunidade a superar o trauma. Dentre as sugestões estava: transferir os alunos para outra escola, retardar as aulas, pintar a escola com cores alegres… Nada disso contribuíria para ajudar efetivamente essas pessoas. Não dá pra colocar tudo que aconteceu embaixo do tapete e negar a existência do passado, por mais terrível que ele seja. Toda pessoa que foi afetada por um evento traumático deve ser acompanhada por profissionais, ser apoiada e encorajada a encarar os fatos com o máximo de transparência possível. Todos precisam enfrentar esse medo pouco a pouco até, a superação, para que ele não se transforme num fantasma e seja reconstruído em outros contextos.

Gostei muito e endosso as palavras do sargento Marcos Alves: “Continuem nessa escola. Não abandonem essa escola. Aqui é que vocês vão encontra forças para superar essa dificuldade que nos passamos”. Falou e disse sargento! Sabemos que encarar uma realidade cruel como esta não será fácil, mas se, além da força de vontade, pudermos contar com orientações e acompanhamentos eficazes, tudo será mais fácil e menos danoso.

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Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

Matéria sobre punição aos atletas com citação de Elídio Almeida no Jornal Massa!

Dia 19 de março o Jornal Massa! publicou uma matéria no caderno de esportes, com citações do psicólogo Elídio Almeida, focando as estratégias que os técnicos do Bahia e do Vitória utilizam para motivar suas equipes. Segundo a reportagem, os técnicos costumam gritar:

 

Clique aqui para ampliar a imagem e ler a matéria!

Você tá um merda! O próximo passe errado, você não joga mais no meu time”
Vagner Benazi – técnico do Bahia

Se não acertar o cruzamento, vai voltar pro juvenil”.
Antônio Lopes – técnico do Vitória

Se você perder um gol deste, eu te degolo”.
Antônio Lopes – técnico do Vitória

Essa estratégia de “motivação” que ambos utilizam não é recomendada.  Um amigo que leu a matéria até me ligou e disse que “todos os técnicos fazem isso e que é assim que os jogadores entendem”. Pode até ser assim que as coisas aconteçam por lá, mas de fato não é a maneira recomendada.

Esta prática pode até fazer que os atletas, diante das ameaças, tragam respostas que os técnicos esperam naquele momento. Porém, na medida em que isso se torna frequente, o jogador pode passar a se sentir ofendido, ter sua autoestima diminuída e jogar cada vez menos.

E os técnicos não sabem disso? Certamente devem saber. O grande lance dessa questão está entre o estímulo e a resposta. Parece que na lógica dos técnicos as coisas funcionam assim:

O técnico ameaça e o jogador por medo de perder sua posição reage com uma melhora naquele momento. Esta “melhora” do jogador faz com que o técnico se sinta mais confiante e este ameaça cada vez mais. E o jogador melhora… e por aí vai.

Acontece que ninguém consegue viver durante muito tempo sob ameaças. Então, pode ser que o atleta não encontre mais motivação para fazer boas jogadas e nem mesmo a maior das ameaças: “eu te degolo” vai surtir efeito.

Toda essa questão é muito parecida com situações que sempre surgem no consultório: pais que não conseguem fazer que seus filhos cumpram determinadas obrigações, chefes que não conseguem motivar suas equipes, professores que não conseguem conduzir suas turmas e relacionamentos que estão à beira de um colapso.

No jornal deixei uma dica para os técnicos. Para motivar os jogadores ao invés das broncas, chantagens e ameaças, o recomendado seria elogiar os acertos, dar cada vez mais ênfase às coisas certas que os atletas fazem. Além disso, os técnicos poderiam trocar a ameaça de voltar para o juvenil por uma possibilidade de se tornar jogador titular da equipe! Com isso os jogadores poderiam se sentir mais motivados, poderiam jogar cada vez melhor e o técnico evitaria todas as questões emocionais negativas envolvidas na questão.

Taí uma coisa que pais, chefes, professores, esposas, maridos, namorados e amigos poderiam fazer cada vez mais. Como diria o profeta:

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
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Bullying, um grande problema nas escolas.

O comportamento agressivo, expressado de forma física ou verbal, conhecido como Bullying, é um dos graves problemas enfrentados em todo o mundo e o local onde esse comportamento mais acontece é nas escolas. Colocar apelidos, humilhar, isolar ou até mesmo agredir fisicamente o colega são algumas das ações que refletem negativamente o contexto onde isso acontece.

Ao falar de bullying, precisamos considerar os fatores culturais, sociais e históricos da vida do alvo ou do agressor, além de focar como esse tema foi tratado ao longo do tempo e em que características e circunstâncias ele ocorre. Através desse posicionamento podemos entender o que acontece no contexto de forma inadequada, favorecendo a ocorrência do bullying.

Bullying, delinquência, problemas de conduta, indisciplina, entre outros conceitos que definem praticamente o mesmo fenômeno, sempre estiveram presentes no contexto escolar. Por isso não devemos dizer que o bullying é um fenômeno novo nas escolas. O que pode ser considerado recente são os estudos científicos a respeito do tema realizado em todo o mundo para discutir as graves consequências que este fenômeno tem provocado e formas eficazes de combatê-lo.

Qualquer pessoa, em qualquer idade, pode ser vítima de bullying e não há um perfil padrão para isso. O que se percebe é que há características comuns entre sujeitos que praticam e sofrem o bullying. Em geral, o agressor já foi, em algum momento, alvo do bullying e ele pode ter aprendido com isso que a pessoa que o humilhou agiu dessa forma porque era mais forte, mais poderosa. Assim, para o agressor, a função do bullying é demonstrar poder e conseguir uma admiração junto aos outros colegas. Aqueles que são alvo do bullying normalmente apresentam alguma característica física ou emocional que o difere dos demais membros de um grupo, somado a isso, normalmente possuem sentimento de insegurança, timidez e dificuldades para enfrentar problemas. Com isso, ao identificar essas fragilidades, o agressor pratica agressões físicas, ofensas, ameaças, humilhações, extorsão de dinheiro, roubo de objetos, força comportamentos sexuais ou realização de atividades subservientes para demonstrar poder frente às vitimas. Além disso, atos indiretos como: boatos, fofocas, exclusão cyberbullying pode ocorrer.

Mas como suspeitar que uma criança ou adolescente está sofrendo bullying na escola? Uma boa dica é ficar atendo às mudanças no comportamento social da criança/adolescente como: tendência ao isolamento, recusa em frequentar a escola; sintomas psicossomáticos recorrentes; mudanças no comportamento emocional e afetivo; queda do rendimento escolar, dentre outros fatores. Logicamente que a presença desses fatores não determina que o adolescente esteja sofrendo bullying, mas devem ser considerados como indicativos para uma maior investigação. No geral costumo dizer que se o comportamento da pessoa muda, algo no contexto mudou e isso deve sempre ser observado.

O bullying provoca danos em todos os envolvidos (agressor, alvo e testemunhas). Evidentemente a pessoa que é alvo de bullying tende a sofrer muito mais e pode apresentar baixa auto-estima, sentimentos negativos relativos a si próprio, aumento da probabilidade de depressão e dos comportamentos agressivos, podendo ainda tornar-se autor do bullying, pois uma das formas de escape/fuga do sofrimento que alguns desses alvos encontram é praticar o bullying contra outra pessoa que seja mais frágil que ela, criando dessa forma um ciclo vicioso e muito prejudicial.

Um exemplo disso podemos encontrar no caso do garoto que apanha do padrasto e é humilhado por este com palavrões, chantagens e ameaças. Por sentir-se impotente e fraco para enfrentar o padrasto e sabendo que pode não encontrar apoio da própria mãe, o garoto pode conter seu ódio nesse contexto. Porém, na escola, o mesmo garoto pode assumir as características do padrasto, à medida que bate, humilha e ameaça seus colegas mais vulneráveis.

Uma boa notícia em toda essa questão é que os pais podem agir para evitar que seus filhos sejam vítimas de bullying. Para isso é importante que os pais reflitam se estão promovendo a autonomia dos filhos e se valorizam o diálogo franco em suas em suas relações, se privilegiam que seus filhos expressem seus sentimentos sem medo de ser punido. Também é importante que se aproximem da escola, participando cada vez mais do processo de educação, além de buscar ajuda de um profissional que os auxilie na identificação, análise e suporte de tais problemas.

Mas e quando o filho é o agressor e não o alvo, o que deve ser feito? De algum modo, todos (agressores, alvos e testemunhas) são vítimas nos casos de bullying. Todos são prejudicados e merecem ser tratados em sua particularidade. Todavia, o jovem que agride e pratica bullying precisa compreender que há outras formas de manifestar sentimentos, enfrentar angustias ou assumir posições de popularidade sem praticar o bullying e, principalmente, que ele pode dispor de ajuda de outras pessoas para isso.

Como falei no início o principal contexto onde o bullying acontece é nas escolas e é justamente por elas que devemos direcionar nossa atenção. Primeiro, é importante fazer a análise do contexto e das formas de poder vigentes no âmbito escolar, reconhecendo as subjetividades e a relatividade das ideias que coabitam neste campo. A partir daí, as escolas devem evitar medidas puramente punitivas e o estímulo à competição; promover a participação ativa dos estudantes nas decisões e organização do seu processo de educação, respeitando a diversidade de idéias; promover o estabelecimento de vínculo entre os sujeitos na escola (professores, alunos e funcionários); focar no problema separando-o do sujeito, ou seja, o problema não é inerente à identidade do aluno. Lembrando também que o bullying pode ocorrer na família, no ambiente de trabalho, nos clubes, condomínio, entre outras instituições. Vamos ficar atentos!

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
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Frustração Profissional – Angústia e Superação

Em minha experiência como psicoterapeuta já consegui ajudar várias pessoas a superar e resolver seus problemas, mas até pouco tempo atrás eu me sentia angustiado por não conseguir ser eficaz com essa ajuda para algumas pessoas e isso me deixou reflexivo. Quando decidi estudar psicologia, além do interesse em conhecer mais sobre o comportamento humano e, através desse conhecimento ter uma profissão, queria também ter uma função social. Ter uma função social é diferente de ter um status social, pois, de alguma forma, eu queria prestar um serviço que fosse útil às pessoas e à sociedade, independentemente do reconhecimento social que isso pudesse trazer. Mesmo sabendo que nem tudo é possível, chegou um momento em que me senti frustrado por não estar tendo o sucesso esperado na resolução de um caso relativamente simples. E é sobre esse caso que quero falar para vocês que seguem e acompanham meu Blog.

Você já ouviu aquele ditado popular que diz que “santo de casa não faz milagres”? Pois bem, há algum tempo atrás minha mãe começou a sentir fobia de escada rolante; e isso começou a trazer muitos incômodos para ela. Somado a isso temos que as escadas tradicionais não são bem vindas dada as limitações da idade e elevadores panorâmicos estão descartados no trajeto. Agora imagine uma ida ao shopping onde os principais acessos entre os andares são feitos pelas escadas rolantes, a maioria dos elevadores são panorâmicos e as escadas tradicionais possuem designers futuristas e pisos de vidro que causam extremo desconforto para ela! Quais seriam as possíveis soluções?

1. Deixar de ir aos Shoppings?
2. Ir apenas aos lugares onde não tenham escadas rolantes?
3. Enfrentar o problema e tentar resolvê-lo?

A primeira sugestão foi logo descartada, afinal privar minha mãe de ir a um lugar que ela gosta seria extremamente desagradável, além do mais a sorveteria favorita dela fica num shopping e não teria a menor graça levar sorvete do shopping pra casa, não é verdade? A segunda até pareceu mais aceitável, pois poderíamos ficar apenas no primeiro piso do shopping; e ela mesma sugeriu irmos a um deles que tem várias lojas legais e duas sorveterias no térreo. E se tiver uma promoção no 3º andar, como é que vai experimentar e comprar um vestido, por exemplo? Assim, ficamos com a terceira opção, enfrentar e resolver o problema.

Tudo parecia fácil, porém não foi bem assim que as coisas aconteceram. O problema é que as investidas pareciam não estar trazendo as respostas que eu esperava e comecei a desconfiar que estava fazendo algo errado. A frustração profissional foi tão grande que pensei que minha excelência profissional só teria efeito com pessoas desconhecidas e que não poderia ajudar parentes e amigos. Felizmente mudei de ação e passei a me dedicar com mais atenção, racionalidade e profissionalismo ao caso. Fiz descobertas surpreendentes.

Em nível de procedimentos pra resolver o problema estava duto correto, a questão é que a relação mãe-filho teve um papel muito importante neste caso. A condição de filho me fez ter acesso privilegiado às informações sobre a origem do trauma e me dava condições de poder fazer um acompanhamento mais intenso. Todavia, eu não era o terapeuta dela, era o filho e isso demandou uma abordagem diferenciada para poder aplicar técnicas e procedimentos, com vistas a atingir os objetivos de melhora.

Outra coisa que reparei foi que estava sendo muito exigente comigo e com ela também. Embora eu saiba que as técnicas e procedimentos demandam um tempo lógico para surtir efeitos. Quis, já nos primeiros momentos, fazer tudo ao mesmo tempo e colher resultados imediatos. Ainda assim alguns resultados até foram evidenciados, mas meu alto nível de exigência fez com que eu não os percebessem e provavelmente não tenham sido valorizados.

Isso lembra um caso que tive, onde a mãe trouxe a filha para o consultório com queixa de que ela não falava nada dentro de casa, “entrava muda e saia calada”. Iniciamos a psicoterapia e duas sessões depois a menina chegou em casa e disse um tremendo palavrão para a mãe. Imediatamente a mãe liga e diz que vai suspender as sessões de psicoterapia, pois a filha havia piorado. Expliquei para ela que aquele não era um sinal de piora e sim de melhora, afinal antes ela não falava nada, agora ela já expressa o que sente. Embora ela precise aprender a expressar seus sentimentos de forma adequada. Parece que o mesmo aconteceu comigo no caso de minha mãe. Acho que eu não estava observando os pequenos sinais de melhora e sim querendo resultados mais substanciais.

Então, fiz as adequações necessárias ao andamento do caso, passei a ser mais parcimonioso com as expectativas de melhoras e investido cada vez mais nas técnicas e procedimentos para limar de vez a fobia que ela sentia. Inicialmente discutimos sobre os riscos reais existentes na utilização de uma escada rolante, fizemos muitas observações e aproximações sucessivas, conversamos com técnicos de manutenção, experimentamos escadas menores, depois as maiores até o momento em que ela se sentiu à vontade para subir e descer sozinha qualquer escada. Dia desses subimos até o 9º andar de um edifício pelo elevador panorâmico. E ela me garantiu que da próxima vez quer ir sozinha!

Com isso quero salientar que devemos ficar sempre atentos aos pequenos sinais de melhora e comportamentos adequados a cada situação. À medida que eles forem acontecendo devemos reforçá-los e cada vez mais conscientizar e encorajar as pessoas a ir em frente, sejam elas mães, pais, irmãos, amigos ou pacientes. Vale lembrar que superar alguns traumas é como aprender a andar: primeiro exploramos o ambiente, engatinhamos, depois ficamos em pé, damos os primeiros passos com um apoio, até termos confiança em experimentar os primeiros passos sozinhos, daí os passos vão ficando cada vez mais firmes, seguros até conseguirmos alçar corridas de pequenas, médias e longas distâncias.

Minha Mãe, estou orgulhoso de você!
Um beijo!

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
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Orientação vocacional e a influência dos pais na escolha profissional dos filhos.

Pensar no futuro pode ajudar a traçar planos e elaborar estratégias para driblar ou evitar muitas dificuldades na vida pessoal e profissional. Um dos momentos em que mais pensamos no futuro certamente é na hora de escolher a profissão, da qual dedicaremos parte significativa de nossos estudos durante a faculdade, além de buscar nela realização pessoal e profissional. Com a grande variedade de carreiras e profissões conhecidas nos dias atuais tomar essa decisão pode ser no mínimo desgastante. Somado a isso, é cada vez mais precoce o memento em que os jovens são convocados a fazer a escolha de sua profissão e este pode ser um momento bastante delicado. Por isso participar de uma orientação vocacional pode ser muito importante. A Orientação Vocacional consiste num grande auxilio no processo de autodescoberta do jovem.

Muitos pais sempre me perguntam qual o momento certo para fazer uma orientação vocacional. Costumo dizer que não há uma regra para isso, mas o mais importante é que seja uma demanda do próprio jovem. No geral essa demanda começa a surgir com a entrada no ensino médio e tende a se acirrar durante o segundo e terceiro ano, quando o adolescente ainda não decidiu ou não tem certeza do vestibular que pretende prestar e que faculdade pretende cursar. Porém, quando mais cedo ele encontrar o curso mais adequado, menor será a ansiedade e mais motivado ele ficará, além de certamente obter melhor rendimento em suas tarefas.

Independente da realização de uma orientação vocacional, os pais têm um papel muito importante no momento do filho escolher qual profissão quer seguir. Na maioria dos casos os pais querem o melhor para seus filhos, mas nem sempre pais e filhos possuem a mesma opinião em relação ao futuro e pode haver desgaste, agressividade ou inassertividades na relação entre eles. O papel dos pais deve ser de orientadores, expressando a opinião deles, mas, também, dando informações, ouvindo bastante os anseios dos filhos e respeitando sempre o tempo, as habilidades e os gostos.

Falar assim parece ser fácil, mas na prática não é. Pais bem sucedidos, por exemplo, tendem a querer influenciar seus filhos a fazerem o que eles fazem. Ou pais frustrados profissionalmente, tendem a influenciar seus filhos a fazer aquilo que eles não tiveram oportunidade de fazer. Outros pais focam mais o lado financeiro deixando de lado o prazer e as aptidões para a profissão.

Os pais precisam acompanhar e ensinar seus filhos a ter autonomia. A escolha profissional é um momento bastante oportuno para isto, lembrando que quem vai estudar e trabalhar com aquilo terá que ser responsável pelos erros e acertos da escolha. A vida consiste de escolhas e os pais devem também ensiná-los a serem responsáveis por estas escolhas.

 

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
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Direitos Humanos

No primeiro post de 2011 vou compartilhar com vocês trechos de um dos textos mais importantes que li durante minha formação em psicologia. Quando me preparava para realizar meus primeiros atendimentos em clínica, minha querida professora Dra. Ana Lúcia Ulian recomendou que eu lesse, antes mesmo dos textos técnicos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Confesso que achei estranho, pois a expectativa era aprender mais sobre os “segredos” dos atendimentos clínicos, mas ao ler a Declaração me dei conta de quanto dos nossos direitos são violados ao longo da vida e como isso traz implicações e reflexões ao nosso bem-estar psicossocial.

Aquela, foi a primeira ocasião que tive contato direto com a Declaração [!!!] e posso imaginar que muitos ainda não tiveram a oportunidade de ler os termos deste documento tão significativo para a humanidade e que nem sempre é observado pelas autoridades ou nas relações entre as pessoas no da a dia. Por isso, neste início de ano, quero convidar você ler (ou reler) e, acima de tudo, refletir sobre cada um dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos que estão resumidos a seguir. Quem sabe eles podem nos ajudar a refletir sobre nossa história e trazer compreensão para algumas questões que nos afeta, não é mesmo?

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Artigo 1º

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Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

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Artigo 2º

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Toda pessoa deve possuir os mesmos direitos e liberdades sem distinção.

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Artigo 3º

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Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

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Artigo 4º

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Ninguém será mantido em escravidão ou servidão.

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Artigo 5º

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Ninguém será submetido a torturas ou castigo cruel.

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Artigo 6º

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Todo ser humano será reconhecido como pessoa perante a lei.

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Artigo 7º

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Toda pessoa deve ser protegida igualmente perante a lei, sem discriminação.

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Artigo 8º

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Toda pessoa deve ter acesso à justiça para reparar violação dos seus direitos.

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Artigo 9º

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Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

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Artigo 10º

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Toda pessoa tem direito a julgamento público, imparcial e justo.

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Artigo 11º

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Toda pessoa acusada será presumida inocente até que sua culpa seja provada.

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Artigo 12º

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Ninguém sofrerá interferências em sua vida privada, nem ataques a sua honra e reputação.

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Artigo 13º

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Toda pessoa tem o direito de ir e vir, bem como o de residir dentro e fora de seu país.

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Artigo 14º

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Toda pessoa perseguida tem direito a procurar asilo em outro país.

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Artigo 15º

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Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.

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Artigo 16º

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Toda pessoa tem direito de constituir família, mas não será obrigada a isso.

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Artigo 17º

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Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.

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Artigo 18º

Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião.


Artigo 19º

Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e de expressão.


Artigo 20º

Toda pessoa tem direito de se reunir e de se associar, pacificamente, não podendo ser obrigada a isso.

Artigo 21º

Toda pessoa tem direito de participar do governo, de ter acesso ao serviço público e de eleger livremente seus representantes.

Artigo 22º

Toda pessoa possui direitos econômicos sociais e culturais.

Artigo 23º

Toda pessoa tem direito ao trabalho, a um salário justo e a sindicalização.

Artigo 24º

Toda pessoa tem direito ao repouso, ao lazer e a férias remuneradas.


Artigo 25º

Toda pessoa tem direito à saúde, ao bem-estar e à participação social, principalmente as mães e crianças.

Artigo 26º

Toda pessoa tem direito a uma educação de qualidade, que garanta o pleno desenvolvimento da personalidade humana.

Artigo 27º

Toda pessoa tem direitos a participar da vida cultural e receber os benefícios do progresso da ciência.

Artigo 28º

Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional onde cada país respeite os princípios desta declaração.

Artigo 29º

Toda pessoa tem o dever de contribuir para que os direitos de todos sejam respeitados conforme os princípios das nações unidas.

Artigo 30º

Nenhuma pessoa, grupo ou estado poderá suprimir os direitos e liberdades estabelecidos nesta declaração.

Pois bem! Mais uma vez, Feliz Ano Novo a todos e que possamos estar cada vez mais atentos ao nossos direitos e não permitir que outros violem nossa liberdade (no sentido mais amplo da palavra). Felicidades!

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842 7744 - Salvador – Bahia
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Como lidar com a solidão.

É muito comum encontrarmos pessoas preocupadas com a solidão ou em como lidar com ela. Solidão parece estar muito mais relacionada à um sentimento do que à falta real de companhia, afinal, pode-se sentir solidão mesmo estando entre muitas pessoas.

Para analisar em particular cada caso de solidão é importante “mapear” esse sentimento, descobrindo quando ele aparece com mais intensidade, quando é mais fraco, quais são as situações em que ele aparece ou quem está presente ou se ausenta quando ele aparece. Esse mapeamento ajuda a gente a se conhecer melhor e a lidar melhor com os sentimentos. Também podemos procurar meios para fazer coisas que nos façam sentir bem.

A solidão, inevitavelmente nos leva à reflexão sobre os relacionamentos humanos. Muitas vezes colocamos expectativas altas demais em relação às outras pessoas ou interpretamos as coisas que acontecem de uma maneira que nos faz sofrer mais que o necessário. É comum a gente pensar coisas do tipo “o que eu fiz de errado para ser tratado assim?,ninguém gosta de mim!” ou “as pessoas estão sempre com raiva de mim e parecem não notar que existo”… Na realidade, tentemos a não nos concentrar no que aconteceu e buscarmos soluções concretas e esse que deve ser o foco.

Um aspecto interessante a ser lembrado é que nossas atitudes para com as outras pessoas influenciam as atitudes que elas têm com a gente. É uma via de mão dupla, uma troca. Assim como as outras pessoas sinalizam se estão bem ou mal e o que esperam de nós, também determinamos ou damos sinais de como os outros devem agir conosco. Normalmente, damos dicas de que não queremos intimidades ou de que queremos nos aproximar. No entanto, nem sempre sabemos se estamos dando corretamente essas dicas ou se elas estão sendo interpretadas como gostaríamos. Às vezes, é necessário reavaliar a maneira pela qual damos esses sinais aos outros. 

Essa reavaliação pode ser útil para descobrirmos novas formas de interagir com o mundo e buscar estratégias para diminuir a solidão e outros sentimentos ruins e favorecer as condições que trazem mais oportunidades para que os sentimentos bons apareçam.

Elídio Almeida
Psicólogo| CRP 03/6773
Salvador – Bahia
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Auto estima

Em alguns momentos da vida percebemos que não estamos felizes em relação a nós mesmos e também conseguimos saber quando outras pessoas não estão se valorizando o suficiente, e costumamos dizer que elas não têm amor próprio ou que têm uma baixa auto-estima.

A auto-estima está muito relacionada ao autoconhecimento, pois é o autoconhecimento que pode ajudar a melhorar a auto-estima. Quando nos sentimos chateados com alguma coisa e a auto-estima diminui, por exemplo, se procurarmos saber quando esse sentimento começou (onde e com quem a gente estava) e fizermos um “mapeamento” dele, começamos a nos conhecer melhor e esse autoconhecimento ajuda a gente a se entender, a saber onde é preciso mudar e a gente passa a ter uma auto-estima melhor.

Muitas vezes quando a nossa auto-estima está meio em baixa, podemos nos questionar se estamos exigindo demais de nós mesmos, se estamos impondo a nós mesmos conquistas ou mudanças grandes demais ou rápidas demais para as nossas possibilidades. Se a exigência é alta, a decepção quando as coisas não dão certo também pode vir a ser. Ter objetivos é muito importante, mas alcançá-los passo a passo dentro do que é possível pode ser uma alternativa mais saudável para nossa auto-estima. Quando a gente tem um problemão, pode dividi-lo em probleminhas que a gente consiga resolver e assim cada etapa resolvida é uma pequena vitória, é um passo à frente.

Auto-estima também é uma coisa que se constrói. Ela começa a ser construída quando os pais valorizam os filhos levando em conta suas opiniões e sentimentos e quando lhes dão atenção independentemente de tirarem boas notas ou de terem um comportamento exemplar, como se estivessem dizendo que os amam e os valorizam gratuitamente. Os pais que incentivam seus filhos a descreverem como se sentem, os ajudam a se conhecer e a construir sua auto imagem.

É importante que a gente preste atenção aos nossos próprios sentimentos e que esse seja o principal critério para as nossas escolhas. Quando a gente passa a se perguntar como está se sentindo e leva isso em consideração, ou quando a gente é sensível ao que vem de dentro, a gente tem mais chance de optar por coisas que nos façam bem e contribuam para que nossa auto-estima fique em alta.

 

Elídio Almeida
Psicólogo| CRP 03/6773
Salvador – Bahia
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Você tem medo de falar em público?

Falar em público é uma habilidade social extremamente necessária. Diariamente nos deparamos com situações em que a necessidade de termos uma boa oratória é cada vez mais exigida; afinal, rotineiramente, estamos participando de reuniões, onde normalmente temos que emitir um parecer ou opinião sobre determinado assunto ou a apresentação de um trabalho no colégio ou na faculdade, dentre outros.

Embora essas situações sejam corriqueiras, algumas pessoas simplesmente não conseguem erguer o braço e pedir o direito de voz na sala de aula ou na reunião do trabalho, e sequer se imaginam dando uma palestra para a turma da faculdade. Para essas pessoas, sempre que a necessidade de falar em público ou de, simplesmente, dizerem o próprio nome se aproxima, há um “frio na barriga”, taquicardia, desorganização do pensamento e a esquiva da exposição é certa.

Dessa forma, por não conseguir se expressar perante outras pessoas em função do medo, ansiedade ou outros fatores, a pessoa enfrenta um sofrimento por não ter sido capaz de realizar uma coisa “tão simples” para outras pessoas. Em função da incapacidade de falar em público, pode-se, inclusive, perder a oportunidade de alcançar uma promoção no trabalho ou o simples reconhecimento da turma ou dos familiares.

Treinamentos de oratória em grupo podem auxiliar muitas pessoas que têm essa dificuldade. Porém, algumas não conseguiriam encarar uma turma mesmo estando cientes de que essa seria composta de pessoas com as mesmas dificuldades. Nesse sentido, a psicoterapia comportamental enfatiza um programa de intervenção nos casos do medo de falar em público que envolve sessões psicoterapia, técnicas e instrumentos nos quais se busca identificar os elementos que desencadeiam o medo de falar em público; para assim, realizar um treinamento no qual a pessoa aprende a enfrentar o medo de uma forma menos angustiante, com mais segurança e confiança e si.

 

Elídio Almeida
Psicólogo| CRP 03/6773
Salvador – Bahia
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Medo de Dirigir

Entrar no carro, dar a partida, engatar a marcha, soltar o freio-de-mão e dirigir até um determinado destino é uma rotina comum a muitas pessoas. No entanto, o que é hábito para alguns é dor e tormento para outros.

O medo de dirigir atinge várias pessoas; muitas delas não procuram tratamento e acabam por levar uma vida de dependência e privações: sempre dependem de alguém para conduzi-las em automóveis ou podem até deixar de fazer algo importante em função do medo de dirigir. Nesses casos, é importante saber diferenciar o medo de dirigir da fobia de dirigir.

O medo de dirigir é um conjunto de respostas comportamentais caracterizadas por um estado de apreensão muito grande, porém controlável. Ou seja, mesmo com medo a pessoa pode até desejar que outras pessoas dirijam em ruas onde o trânsito é mais movimentado ou nas rodovias, mas se não tiver alternativa, ela assume o volante do carro.

A fobia de dirigir, por outro lado, além da ansiedade e do medo intensos, é associada a reações corporais como: sudorese, tremores nos braços e pernas, taquicardia e boca seca. Tudo isso pode aparecer quando a pessoa dirige ou até mesmo quando pensa na simples possibilidade de dirigir; e por isso ela evita a qualquer custo o volante.

É bastante comum pessoas que sofrem com o medo ou a fobia de dirigir passar a dar justificativas para o comportamento de não dirigir: “Prefiro andar porque é mais saudável”, por exemplo. O problema é que a manutenção desse comportamento faz com que ela torne-se dependente de outras pessoas e perca sua autonomia.

Dicas para quem deseja vencer o medo/fobia de dirigir:

  1. Compasse a sua respiração. O ansioso tem uma respiração rápida e “curta”, utilizando, apenas, o tórax. De boca fechada, inspire lentamente pelo nariz e vá sentindo o ar chegar até os seus pulmões. Deixe seu abdômen expandir enquanto inspira, utilizando o músculo diafragma. Depois expire devagar pela boca.
  2. Faça algum tipo de atividade física e relaxamento muscular, para produzir endorfinas, substâncias que neutralizarão a química da ansiedade.
  3. Inicie uma aproximação com o carro mesmo dentro da garagem. Entre, ajuste o banco, sinta o espaço interno, ligue e desligue o carro.
  4. Ainda dentro da garagem, ligue o carro e faça pequenos movimentos para frente e para trás.
  5. Dê voltas no quarteirão em horários sem movimento. Procure ruas tranquilas e que não tenham crianças.
  6. No começo, escolha sempre um ou dois trajetos. Isto evitará ansiedade.
  7. Comprometa-se consigo mesmo(a), pelo menos duas vezes por semana para praticar o exercício de dirigir. Esta prática deve ser considerada como uma tarefa do dia-a-dia. O hábito diário é que fará você adquirir confiança.
  8. Quando se sentir confiante, inicie trajetos maiores ou que tenham subidas e uma maior quantidade de veículos.

Infelizmente, poucas pessoas conseguem superar sozinhas o medo de dirigir. A essas pessoas é aconselhável procurar um tratamento especializado com um psicólogo.

Elídio Almeida
Psicólogo| CRP 03/6773
elidioalmeida.wordpress.com

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