É muito comum encontrarmos pessoas com o seguinte repertório comportamental: durante a semana o trabalho consome todo o tempo possível e quando chega o final de semana não conseguem sair de frente da televisão ou do computador, seja na tentativa de se divertir ou por não conseguir outra forma de passar o tempo. Essa fixação com a televisão ou com o computador é tamanha que muitas pessoas não conseguem fazer outra coisa fora de casa, o que pode causar vários transtornos. Quando isso acontece, o relacionamento com outras pessoas pode diminuir, sintomas de depressão podem se instalar e a pessoa pode perder o ânimo para sair de casa. Embora possa existir muita vontade de mudar de vida, as pessoas encontram muitas dificuldades para enfrentar essa situação.
Mas afinal, o que precisamos fazer para MUDAR DE VIDA? Penso que uma resposta para uma pergunta como essa não é nada fácil, mas vou tentar explicar a partir de um princípio fundamental para a análise do comportamento: Só mudamos o contexto em que vivemos quando emitimos novos comportamentos, ou seja, para mudar precisamos incluir novos comportamentos em nosso modo de viver. Fazendo coisas diferentes do habitual podemos encontrar novas formas de solucionar os problemas.
Obviamente que sei que não é nada fácil deixar para trás hábitos antigos e que já fazem parte do jeito de viver de cada um. Sei também que sair de casa em dias como os de hoje nos leva a pensar uma série de fatores como: gastar dinheiro, medo de ser assaltado, enfrentar filas, engarrafamento, dificuldade de estacionamento, o cansaço… em fim, várias coisas nos dão a falsa impressão que é melhor ficar em casa. Quando isso acontece acabamos pagando um preço muito maior no futuro, pois limitamos nossas opções de diversão, deixamos de sair com as pessoas que gostamos, não conhecemos novos amigos, nem novas possibilidades de relacionamento.
Por isso, creio que se quisermos mudar nosso jeito de viver, devemos fazer coisas diferentes. Então, quando surgir uma possibilidade de ficar na frente de uma telinha, que tal visitar amigos que você tanto gosta? Combinar um cinema ou um teatro? Ir a um show de um artista que você gosta? Uma praia? Sair pra dar uma volta? Se você pensar um pouco logo-logo vai lembrar várias coisas que podem ser feitas com baixo investimento e com alta possibilidade de lhe proporcionar satisfação e prazer. Experimente! Mas se sentir qualquer dificuldade, não hesite em pedir ajuda.
Taz, el demonio da Tasmania, é considerado um dos personagens dos desenhos animados com TDAH.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH – é um transtorno caracterizado por sintomas de desatenção (pessoa muito distraída com dificuldades em manter o foco da atenção) e hiperatividade (pessoa muito ativa, inquieta e agitada, bem além do comum). Embora essas características sejam normalmente encontradas em pessoas sem o transtorno, para acontecer o diagnóstico de TDAH a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normal tanto da pessoa que apresenta os sintomas, como das pessoas com quem ela convive.
Várias terapias oferecem tratamento para o TDAH e todas elas compartilham alguns objetivos, a exemplo de melhorar a qualidade de vida do cliente, obter mais satisfação com relacionamentos, com o trabalho e consigo mesmo. Contudo, há divergências grandes quanto ao que deve ser feito para alcançar estes objetivos.
As pessoas com TDAH perdem facilmente o foco da atenção, por isso costumam dizer que elas vivem no mundo-da-lua!
A Psicoterapia Comportamental é um tipo de terapia, que se diferencia das formas tradicionais que comumente se propõem a tratar do TDAH. Nela não há divã e o cliente não se deita e fala livremente sobre seus pensamentos, sentimentos, assim como o terapeuta não permanece numa posição passiva e silenciosa. A terapia comportamental parte do princípio que as queixas do cliente - que geram sofrimento e insatisfação - tem relação não apenas com características genéticas ou de funcionamento cerebral. Pelo contrário, parte do princípio que a forma da pessoa agir e pensar é um fator de fundamental importância, tanto para a compreensão das queixas atuais quanto para sua superação.
TDAH em crianças
Em crianças, o impacto maior do TDAH é sobre a vida escolar e familiar. Em casa, crianças com tipo hiperativo-impulsivo e desafiadoras são usualmente geradoras de muito estresse e conflitos. A dificuldade em seguir regras origina problemas com os pais, que, normalmente, tem dificuldades para conseguir que estas crianças adequem-se ao que é esperado delas.
Associado à baixa tolerância à frustração e controle de impulsos, estas crianças normalmente tem problemas também em relacionamentos interpessoais com colegas e professores. Na área escolar, a hiperatividade e a desatenção levam a prejuízos no desempenho, que podem facilmente tornarem-se crônicos.
TDAH em adolescentes
Mais da metade das pessoas que desenvolveram TDAH na infância manterão os sintomas até a idade adulta. Desta forma, cuidados especiais são necessários, para minimizar as consequências negativas em anos posteriores. No caso de adolescentes, além dos desafios próprios do TDAH, a fase atual do ciclo de vida coloca uma série de questões específicas, ligadas ao interesse pelo sexo, ampliação das amizades e interesses em grupos sociais e tribos urbanas, comportamentos opositivos mais frequentes, desafios às regras da família e maior intensidade emocional, dentre outros.
TDAH em Adultos
Nos casos de TDAH em Adultos, há três aspectos comuns: as queixas do TDAH estão associadas a co-morbidades (relação com sintomas de outros transtornos), forte rebaixamento da auto-estima e padrões comportamentais de auto-sabotagem, como adiamento crônico e não realização de objetivos que estão ao alcance da pessoa.
As co-morbidades mais comuns são ansiedade, depressão, preocupações crônicas e/ou excesso de pensamentos negativos tornam ainda mais difícil superar os déficits associados ao TDAH. O rebaixamento da auto-estima ocorre em função dos fracassos e do excesso de críticas acumulados ao longo da vida. Como isso reduz a auto-confiança, a pessoa pode deixar de tentar melhorar ou buscar outras alternativas - como forma de se proteger - o que é um fator de risco para o agravamento das situações incômodas.
Tratamento
O grande diferencial da Psicoterapia Comportamental é que ela é uma modalidade terapêutica muito ativa, tanto por parte do terapeuta quanto do cliente. Terapeuta e cliente discutem juntos quais são os objetivos, prioridades do tratamento e sobre as estratégias (as atividades, procedimentos e técnicas) que permitirão atingir estes objetivos. As sessões terapêuticas são altamente estruturadas. Há um conjunto de passos, atividades e conteúdos, ao longo dos quais o cliente desenvolve habilidades que ainda não possui, passa a enfrentar as situações críticas de formas mais positivas, desenvolve maior autonomia e capacidade de encontrar satisfação pessoal.
O foco do tratamento combina diversos elementos, de acordo com cada caso, de forma personalizada. O trabalho tem por objetivo o desenvolvimento da capacidade de seguir regras e aceitar limites, maior auto-controle e capacidade tolerar pressão, críticas e frustrações, além de maior equilíbrio emocional, capacidade para resolver seus problemas, organização e realização de tarefas até o final, sem as interrupções que são muito comuns durante o transtorno (começar algo e não conseguir terminar). Quando há presença de outros transtornos emocionais, como ansiedade e depressão, são igualmente tratados.
Todo mundo tem desejo de melhorar algum aspecto da vida ou de solucionar os problemas que tanto incomodam; seja na vida pessoal, afetiva, profissional ou acadêmica. A técnica de solução de problemas é muito utilizada na psicologia e costuma ajudar bastante a enfrentar os grandes e pequenos problemas do cotidiano.
O primeiro passo dessa técnica consiste em se definir o problema, mas isso não é uma atividade simples. Às vezes a gente não vê claramente o que está nos incomodando e procuramos substituir o verdadeiro problema por um problema mais aceitável pra gente ou para as outras pessoas.
A definição clara de qual é o problema já é 90% de sua solução. Ela é tão importante que convém se dedicar a ela com perseverança e sinceridade. Por exemplo, se não quero ir a uma reunião familiar na qual todos contam com minha presença, posso dizer que não vou porque estou com dor de cabeça. Posso realmente estar com dor de cabeça, mas sei que, se algumas coisas fossem diferentes ou o meu real problema não existisse, eu tomaria um remédio e iria. Nessa situação, o problema não está na dor de cabeça, mas provavelmente está em entrar em contato com alguma coisa desagradável pra mim, como, por exemplo, encontrar um primo que não gosto.
Depois de definido o problema (no caso, estar com meu primo), faz-se um apanhado sobre todas as possíveis soluções, por mais absurdas que possam parecer no momento (posso pensar como solução viajar, mudar de família, colocar uma máscara antes de ir, esperar que o tempo resolva o problema, conversar com meu primo, etc).
A próxima fase é a escolha de uma dessas soluções, tendo como foco a solução que traga mais benefícios e que seja realmente efetiva para resolver o problema. No caso, posso optar por conversar em particular com meu primo e tentar resolver o conflito que deixa nossa convivência difícil.
O último passo é por em prática a solução escolhida. Porém, entrar em contato com o problema não vai ser fácil, mas provavelmente as consequências de enfrentar o problema serão benéficas e contribuirão para que a vida fique mais leve e que o problema seja solucionado. O melhor de tudo isso é que você aprenderá a fazer isso com todos os outros problemas que por ventura surgir na sua vida. Experimente!
Ultimamente, as pessoas têm reconhecido os malefícios que o cigarro pode causar em suas vidas. Embora mostrem conhecer a total dimensão do comportamento de fumar, como as inúmeras doenças físicas e biológicas que estão associadas ao uso do tabaco, muitas ainda desconhecem a função que o comportamento de fumar assume em suas vidas.
Estudos epidemiológicos (que estuda a relação causa-efeito) têm apontado para uma associação entre o tabagismo e transtornos psicológicos, incluindo principalmente a depressão e ansiedade. Ao fazer uso do cigarro, os fumantes podem ter a sensação que o cigarro é uma fonte de prazer ou uma forma de controlar alguns comportamentos como fome, timidez ou estados de pressão no trabalho, por exemplo. Assim, quando fazem uso do cigarro costumam relatar que se sentem mais calmos e confiantes o que pode aumentar a frequência do comportamento de fumar.
Vale ressaltar que a compreensão dessas associações é fundamental para o tratamento, pois quando o uso do cigarro é interrompido, esses contextos são desencadeadores do “desejo” de consumir o cigarro. Por isso é muito importante compreender o que leva uma pessoa ao comportamento de fumar e também o que mantém esse comportamento. Ou seja, o mais importante não é compreender que uma pessoa fuma porque está ansiosa ou porque está sob pressão; e sim compreender o que causa esses comportamentos e cuidar a partir da raiz do problema.
Tratamento
Em primeiro lugar o tabagismo não deve ser visto somente como uma dependência química, mas deve ser compreendido como um comportamento que é influenciado principalmente pelo contexto do próprio indivíduo. Isto pode ser evidenciado quando observamos que em determinados contextos e situações, a freqüência do consumo do cigarro é maior que em outros. Posto isso, na realização do tratamento, deve-se considerar todos os fatores que influenciam no consumo do cigarro. Para tanto, primeiramente, deve-se buscar uma análise detalhada do padrão de consumo do indivíduo, como, as situações que mais fuma, os horários, atividades associadas, sentimentos presentes ao consumo, dentre outros. Além disso, deve ser procurar investigar a presença de outros fumantes no seu ciclo social, pois a convivência com outros fumantes durante o início do tratamento pode dificultar no trabalho a ser realizado.
Também é importante estabelecer metas dentro do tratamento. Alguns cuidados deverão ser tomados, pois as circunstâncias as quais os indivíduos estão inseridos podem dificultar ou facilitar no tratamento. Por exemplo, períodos de muito estresse psicológico, sobrecargas de trabalho, horas contínuas de estudo, morte de parentes próximos, dificuldades nos relacionamentos amorosos e sociais, podem aumentar a ansiedade na vida do indivíduo e conseqüentemente a taxa de consumo do cigarro. Por outro lado, um planejamento detalhado, com metas bem estabelecidas de curto, médio e longo prazo, pode facilitar no tratamento, pois poderá diminuir a frustração e a ansiedade por uma mudança de acordo com o ritmo de cada pessoa.
Outra etapa é desenvolver comportamentos de enfrentamentos, ou seja, preparar os fumantes para enfrentarem situações, nas quais, podem se sentir mais ansiosos por não consumir cigarros. Isto também será fundamental para prevenir recaídas, fazendo necessário levantar as situações e os contextos nos quais os indivíduos sentem mais vontade de fumar. Deve-se trabalhar também, com atividades concorrentes ao uso do cigarro, dificultando assim o seu consumo. Como o engajamento em alguma atividade física, ou o monitoramento dos horários que os indivíduos poderão fazer uso do cigarro, assim ele deverá escolher entre duas atividades prazerosas para ele, como brincar com a filha ou sair para fumar.
A retirada gradual é a melhor maneira de se iniciar um trabalho com os fumantes, pois à medida que a pessoa vai parando, esta vai se engajando em novas atividades. Além disso, a diminuição gradual facilita na adaptação do organismo, abaixando as taxas de nicotina no organismo de forma mais suave. Para tanto, pode-se iniciar o tratamento restringindo os lugares que o indivíduo poderá fumar, os horários e aumentando gradativamente esses intervalos.
Deixar de fumar pode se constituir como uma tarefa difícil de ser realizada, por isso a busca por tratamento especializado pode facilitar e tornar a tentativa eficaz. Quando mais tentativas o fumante de engajar para romper com o consumo do cigarro, mais difícil pode-se tornar para ele conseguir parar. Assim, vale ressaltar também a necessidade de se estabelecer metas a serem alcançadas de forma que o próprio tratamento não acabe sendo mais um fator desmotivador.
Semana passada assisti a um filme muito interessante chamado Bullying (2009), do diretor espanhol Josecho San Mateo, e isso me estimulou a escrever este post. No filme, ao contar a história de um garoto que sofria agressões praticadas por seus colegas de escola, o diretor aborda um tema muito relevante para os dias atuais, o Bullying. Este termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, praticados por uma pessoa ou grupos, com o objetivo de intimidar ou agredir outras pessoas ou grupos minoritários incapazes de se defender.
Atualmente uma das maiores preocupações da Psicologia e dos educadores sem duvida é o Bullying. Hoje, considerado como um problema mundial, o bullying pode acontecer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade, família, trabalho, entre vizinhos e amigos. São características do bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar e costumam atingir aspectos da etnia, condição sexual, formação familiar, deficiências físicas, condição social e financeira, podendo atingir qualquer ponto que não seja usual, aceito ou compreendido por quem pratica bullying.
As pessoas que testemunham o bullying também convivem com a violência e, muitas vezes, se silenciam em razão de temerem se tornar as próximas vítimas do agressor. As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
Os autores das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário e encontram na humilhação dos outros uma forma de se tornarem populares, reconhecidos ou aceitos nos seus grupos. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. Escolas e empresas também podem ser responsabilizadas pela prática do bullying em suas dependências e podem ser enquadradas no Código de Defesa do Consumidor ou pelas Leis Trabalhistas, pois devem garantir o bem estar e integridade tantos dos seus clientes e seus funcionários.
Cyber Bullying:
Infelizmente, estão sendo criadas novas formas de humilhação. Além do bullying tradicional que envolve humilhação e agressão física, hoje em dia temos o Cyber Bullying, que é a prática de humilhação e exposição pública caluniosa e difamatória através da internet. Essa é uma forma mais agressiva do Bullying tradicional, já que calunias e difamações por internet têm um alcance muito maior e conta com o anonimato do agressor. Ele não precisa mais ser uma pessoa forte ou popular, pode ser feita por qualquer um, inclusive vítimas em busca de vingança. Um exemplo claro são os perfis falsos em redes de relacionamentos como o Orkut.
Segundo a delegacia de crimes virtuais, essa é a prática mais comum de Cyber Bullying. Cria-se um perfil falso da vítima com informações reais como telefone, endereço e fotos e se relaciona a comunidades que podem ser difamatórias. Como uma mulher ter seu perfil com descrição de garotas de programa ou um menino ter seu perfil associado a comunidades ligadas a pedofilia ou mesmo fazendo montagens com fotos. Geralmente com fundo pornográfico.
Mudar de escola resolve?
Existe uma crença de que mudar de escola ou mudar de cidade evitará que a pessoa deixe de ser vítima. Infelizmente também não funciona, pois o padrão comportamental da pessoa em questão fará com que seja atacada em qualquer lugar. O problema é o padrão comportamental que predispõe uma pessoa a ser vítima e esse padrão é justamente o que precisa mudar. Nesse ponto o atendimento psicológico de orientação Comportamental é fundamental, pois vai desenvolver novos repertórios comportamentais incompatíveis com o perfil das vítimas de Bullying (geralmente pessoas tímidas, caladas e com baixa autoestima).
A vítima precisa de orientação. Isso inclui ir à delegacia ou então procurar atendimento jurídico, psicológico e médico sempre que precisar. O Bullying deve ser sempre combatido e jamais tolerado em escolas ou qualquer outro lugar. Cabe lembrar que não é só aquele que pratica o Bullying que é o agressor. Na verdade, os espectadores que não fazem nada e ainda dão risada da vítima que está sendo humilhada é tão agressor quanto quem comete a agressão e reforçam este comportamento, que por sua vez aumenta muito a frequência dos comportamentos agressivos, pois obtém reforço social.
É um problema muito sério que marca vidas, talvez se as pessoas entendessem que Bullying não é bobagem e que não é uma brincadeira de mau gosto como muito se prega e sim uma agressão psicológica e muitas vezes física também, que deixa marcas para toda a vida.
As marcas que ficam nas vítimas de bullying são muito fortes e infelizmente, na maioria das vezes mudam permanentemente suas vidaas. As marcas mais comuns são: depressão, baixa autoestima, dificuldade de aprendizagem, em relacionamentos sociais, ansiedade, agressividade para consigo e para com outras pessoas.
O importante é ressaltar que o atendimento psicológico oferece resultados promissores em relação a todas essas marcas, principalmente as terapias de abordagem Comportamental. Claro que não se pode mudar o passado, mas com o atendimento psicológico podemos fazer um “controle de danos” e com isso saber lidar com os problemas decorrentes antes que esses se agravem.
Você costuma ficar preocupado ou chateado demais com algumas coisas que te perturbam? Sente vergonha de falar sobre seus problemas? Já passou por alguma situação de relacionamento que até hoje não superou? Acha que a vida tem muita coisa chata e sem graça? Se você respondeu sim a pelo menos uma dessas perguntas, também vai concordar que poucas pessoas entendem você nesses momentos, não é mesmo?
Quando estamos assim parece que algumas pessoas agem como se não soubéssemos nada da vida e, geralmente, nem procuram entender o que estamos sentindo ou por que estamos assim. Já vão logo pegando no pé e piorando ainda mais a situação, não é isso?
Mas o que acontece com a gente quando estamos passando por alguma dessas situações? Nesses momentos a gente fica super pra baixo, se sente mal ou então se comporta de um jeito que ninguém gosta, principalmente a família e as pessoas que estão próximas. E nem a gente mesmo gosta de ficar assim!
Às vezes um problema faz com que a gente tenha vontade de chorar, de ficar sozinho, bem longe de todo mundo, sem querer estudar, ou até mesmo com vontade de abandonar tudo. E isso acaba trazendo muita chateação e atrapalhando a vida da gente.
E você sabia que ninguém tem problema porque quer? Sim, é verdade. Por isso todo mundo tenta achar um jeito de resolver seu próprio problema. Só que quando a gente tenta resolver o problema sozinho, às vezes não é tão fácil quanto pensamos. Por isso algumas pessoas precisam de uma ajuda especial.
Existe um tipo de ajuda bem legal que se chama de Psicoterapia. A psicoterapia é feita por um psicólogo (ou uma psicóloga), que é um profissional que pode ajudar a descobrir porque você está tendo problemas. O psicólogo vai ajudar a conhecer suas preocupações e as coisas que te incomodam. E o mais importante é que você vai aprender o que pode ser feito para não ter mais esses problemas.
Para isso vocês dois vão conversar sobre coisas legais (e coisas chatas também), para juntos achar novos jeitos de se comportar para que você possa resolver seus problemas e ter satisfação e sucesso em sua vida.
O melhor de tudo é que você pode falar com o psicólogo qualquer coisa,tudo o que você quiser, sabe por quê? Porque ele não vai ficar julgando você e vai guardar segredo sobre suas idéias e pensamentos. Isso se chama sigilo profissional.
O psicólogo com certeza vai ajudar você a melhorar. Mas, para isso, você precisa fazer a sua parte. E como fazer isso? É fácil: Quanto mais você falar sobre seus problemas, sentimentos e as coisas chatas que acontecem na sua vida, mais fácil será encontrar soluções, e os problemas vão diminuindo até você se sentir melhor, mais confiante e mais feliz.
Melhorar significa mudar o comportamento. Por isso é importante lembrar que comportar-se de um jeito diferente do que a gente está acostumado não é fácil. Mas com ajuda certa e seu esforço, você pode chegar lá. É só querer.
* Baseado no livro “O monstro do problema” de Cynthia Borges de Moura, (2008).
É uma abordagem aos problemas psicológicos baseada na filosofia da ciência conhecida como Behaviorismo Radical e na ciência do comportamento conhecida como Análise Experimental do Comportamento.
A proposta do Behaviorismo defende que o comportamento dos organismos é ordenado, passível de ser estudado cientificamente na mesma forma das ciências naturais. Esta proposta influencia e orienta o trabalho do terapeuta comportamental, que sempre busca descobrir, com seu cliente, os eventos no meio-ambiente que determinam os seus comportamentos-problema e o que os mantém.
B. F. Skinner foi o propositor do Behaviorismo Radical.
Assim, um transtorno como a depressão passa a ser entendido como um conjunto de comportamentos, tais como, alterações no sono e apetite, desesperança, choro excessivo, ideação suicida e outros. Tais comportamentos são analisados à luz de episódios históricos que os determinaram e situações presentes que os mantém.
Para o terapeuta comportamental, pensamentos e sentimentos são considerados comportamentos, diferentes apenas pela forma como se pode ter acesso a eles, pois este se dá através do relato verbal daquele que pensa e sente. Sendo assim, pensamentos e sentimentos, também, são levados em consideração, analisados e passíveis das intervenções do terapeuta.
O terapeuta comportamental entende que o cliente é único e seus problemas ou dificuldades são produto de uma história particular. Isso humaniza o processo de terapia, pois busca-se entender cada cliente e cada história, antes de propor qualquer intervenção. E o mais importante, há bastante interação e dialogo no processo terapêutico.
O principal instrumento do terapeuta comportamental é a análise funcional, ou o levantamento criterioso das variáveis (eventos, acontecimentos) que estejam funcionalmente relacionados aos comportamentos desejáveis e indesejáveis do cliente. Tendo este entendimento, que nem sempre é fácil, é possível propor uma estratégia eficaz no alcance do bem-estar e da melhora. “Combate-se” os comportamentos-problema, ao mesmo tempo em que busca-se instalar e aumentar a freqüência de comportamentos adequados ao contexto, desejáveis e geradores de satisfação e felicidade.
A terapia comportamental tem um conjunto considerável de técnicas derivadas de pesquisas, em laboratório ou no próprio consultório. É a soma de pesquisa científica, rigor no levantamento de informações no momento inicial do processo e a utilização de técnicas e intervenções consolidadas que faz com que as pessoas tenham se beneficiado, de forma considerável, quando buscam a Terapia Comportamental.
Quando uma pessoa é confrontada com situação de ameaça à sua integridade física, seja num contexto em que está prestes a ser agredida, ou na iminência de se envolver num acidente é freqüentemente experienciada a reação de medo. Essa reação é composta de respostas comportamentais (olhos arregalados, tremores, imobilidade inicial com fuga posterior, etc.) e fisiológicas (aumento do tônus muscular, irregularidade dos movimentos respiratórios, aceleração dos batimentos cardíacos, etc.), e geralmente é tida como uma experiência extremamente desagradável.
Mas, quando o perigo é vago e persistente, pode-se experienciar ansiedade. A ansiedade é um estado de apreensão diante do contexto de ameaça que não está muito claro ou diante da situação de conflito, em que tanto conseqüências boas quanto ruins podem se seguir a algumas das nossas ações.
Tanto o medo quanto a ansiedade são estados corporais que envolvem alterações comportamentais e fisiológicas normais quando apresentados em situações de ameaça “concreta” àquele que os experiência. Entretanto, níveis intensos de medo e/ou ansiedade podem ser apresentados em contextos rotineiros, tais como dirigir um carro, falar em público, ir ao trabalho ou cumprimentar uma pessoa conhecida. Esses níveis descontextualizados de ansiedade podem perturbar o desempenho de tarefas, prejudicar o raciocínio e comprometer uma vida saudável. São exemplos de ansiedade: transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno do estresse pós-traumático.
Já o medo exagerado com conseqüente evitação de situações relacionadas com o evento/objeto temido é conhecido como fobia. Como exemplos de fobias temos: agorafobia, fobias específicas (de animais, de viajar de avião, de lugares fechados) e fobia social.
Em função dos avanços científicos nos campos teórico, metodológico e tecnológico da Psicologia e Medicina Comportamental, há tratamentos eficazes disponíveis para pessoas que apresentem quadros de ansiedade e fobias. Várias pessoas têm sido auxiliadas a superar fobias e transtornos de ansiedade por meio da moderna abordagem da Terapia Comportamental.
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