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Psicopata: a constituição de uma pessoa com essa característica

Vivemos numa sociedade que a cada dia temos menos pessoas com tolerância às diferenças e aos comportamentos alheios. Dessa forma, é cada vez maior o número de pessoas individualistas, que pensam somente em si e suporta cada vez menos o convívio social. Essa situação torna-se ainda mais grave nos casos das pessoas que têm um padrão de comportamento em sua personalidade que envolve, fundamentalmente, a insensibilidade às emoções alheias, em especial ao sofrimento. Uma característica fortemente marcante nessas pessoas é a indiferença à ética, à empatia, a normas sociais sobre convívio.

No último dia 30, o psicólogo Elídio Almeida esteve nos estúdios da Tv Itapoan, afiliada da Record na Bahia, para falar no programa Bahia no Ar sobre mais um caso que chocou a população, dada a crueldade do ato e a frieza do acusado.

Nesses casos não há um fator exclusivo para a constituição de uma pessoa com essas características, pois os fatores são multideterminados. Alguns estudos apontam que, do ponto de vista filogenético, as pessoas com esse padrão comportamental, amplamente conhecidas como psicopatas, tem um organismo diferente e reagem à dopamina (neurotransmissor precursor da adrenalina) de forma distinta. Ou seja, são biologicamente incapacitados de ter empatia e sentir emoções como piedade, compaixão, pena ou remorso. Portanto elas têm uma síndrome orgânica que as tornam insensíveis às situações que envolvam outras pessoas, pois um psicopata só consegue pensar em si mesmo e, em alguns contextos e durante algum tempo, pode até fingir emoções se isso for útil e trouxer benefícios para si.

Para nós psicólogos, analistas do comportamento, há 03 níveis básicos de determinação para este tipo de comportamento; e vamos encontrar dados na história evolutiva da Humanidade (que comportamentos foram selecionados desde o homo sapiens até os dias atuais), na Sociedade (quais são os hábitos, a cultura, os valores, as crenças que são compartilhadas pelas pessoas ou pelos grupos presentes nesta sociedade) e por fim, na história de vida da pessoa (como ela percebe e valoriza todos os aspectos desse contexto, ruas relações sociais, afetivas, traumas, angustias inclusive sua formação religiosa e constituição moral e ética).

Algo que assusta ainda mais a população, é a grande frequência destes casos e como a maioria deles mostram pessoas que se sentem autorizadas em nome de determinados grupos, causas e propósitos; a por em prática o que eles consideram como justiça a partir da sua própria ética, sem levar em consideração as demais pessoas envolvidas e às consequências destes atos. E comportamentos desta ordem podem encobrir transtornos mentais graves, a exemplo das psicopatias. Outro fator bastante comum deste aspecto é a utilização das siglas religiosas ou entidades dividas para justificar esse tipo de comportamento, por quem os pratica.

Mesmo em casos crônicos, através de psicoterapia a pessoa é levada a identificar as consequências de seu comportamento e com isso desconstruir crenças e regras que controlam o comportamento inadequado e posteriormente ela pode passar a desenvolver novas estratégias comportamentais para conviver e relacionar-se de forma mais adequada ao contexto sem oferecer riscos a si e às demais pessoas. Quando comportamentos inadequados já ocorreram a psicoterapia pode ajudar esta pessoa a enfrentar as consequências de seus atos, além de trabalhar para que não voltem a se repetir.

É importante destacar que em todo o mundo há cada vez mais o crescimento da intolerância, da individualização e da constituição de grupos que procuram se diferenciar, onde cada um cria seu universo particular e procura viver suas próprias regras em detrimento dos outros. Em todos esses contextos vamos encontrar pessoas que têm passaporte, nível superior, CHN… todas elas estão inseridas nesse contexto e sujeitas aos mesmos efeitos dessa individualização tão valorizada nos dias de hoje. Somado se a esta questão, consideraremos que cada pessoa tem uma percepção, uma interpretação para os comportamentos e a partir daí pode se tornar ator de qualquer ação, baseada em suas próprias regras. Em todos os casos, o ideal é que as pessoas busquem ajuda para si ou para pessoas de seu convívio nos casos em que questões dessa ordem estejam presentes.

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Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
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Atendimento psicológico on-line

Embora os serviços de psicologia tenham se tornado mais acessível nos últimos anos, vemos que para algumas pessoas ainda é inviável o deslocamento até uma clínica ou consultório de psicologia para efetivar o atendimento. Atento aos avanços tecnológicos e pensando sempre no bem-estar da população, nas necessidades e particularidades de cada pessoa, o Conselho Federal de Psicologia regulamentou em 2005 o a atendimento psicoterapêutico e outros serviços psicológicos mediados por computador, oferecendo à população a possibilidade do atendimento psicológico on line*.

E este serviço é regulamentado?

Sim. O atendimento psicológico online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia, através da Resolução 012/2005 (veja aqui) e segue todas as normas do Código de Ética Profissional do Psicólogo.

E a política de Sigilo e Privacidade?

Conforme o Código de Ética do Psicólogo, todas as informações transmitidas ao psicólogo são confidenciais e sigilosas. Assim, é possível garantir que o atendimento será prestado apenas por um profissional habilitado e legalmente credenciado. Entretanto apesar do comprometimento ético e profissional, vale lembrar que o cliente também deve tomar os devidos cuidados para garantir sua segurança. Por isso é recomendado não utilizar computadores públicos, preferindo o de seu uso particular ou que outro lhe ofereça elevado grau de segurança.

A quem se destina?

O atendimento é direcionado a adolescentes e adultos que enfrentam alguns obstáculos para frequentar uma clínica ou consultório de psicologia, tais como: administração do tempo, viagens, mudança de cidade, estado ou país, distancia dos grandes centros urbanos, dentre outros. Pessoas com idade inferior a 18 anos também poderão ser atendidas, desde que sejam autorizadas pelos pais ou responsável.

Como funciona o atendimento psicológico on-line?

O atendimento psicológico on-line é realizado através de videoconferência (Skype ou Google Talk). O psicólogo estará on-line no dia e horário marcado, no programa de conversação escolhido por você.

*Aguardando selo de vistoria do CFP.

As sessões serão realizadas semanalmente (ou no intervalo combinado), tendo, cada sessão, duração de 50 a 60 minutos, os quais passarão a ser contados a partir do horário marcado. Por isso é recomendável que não haja atrasos.

Os atrasos por parte do paciente não serão compensados. O compromisso do psicólogo é o de estar pontualmente à espera e aguardar até o término do horário agendado para a sessão.

Na necessidade de cancelamento da sessão já agendada ou na transferência para outra data, é necessário a comunicação com no mínimo 24h de antecedência (ou de acordo com a urgência do fato). Sem a devida comunicação será considerada sessão realizada e, portanto, cobrada.

Como faço para ser atendido?

Clique aqui e envie um email para o psicólogo Elídio Almeida com suas dúvidas sobre o serviço (custos, horário, forma de pagamento…). O quanto antes seu email será respondido e, a partir daí, pode ser combinado o início dos atendimentos.

Pagamento:

O pagamento será feito através de depósito/transferência bancária ou pelo Pagseguro – uma empresa do grupo UOL, onde você terá a certeza e garantia da lisura de toda transação financeira e que ninguém terá acesso a seus dados pessoais, bancários ou do seu cartão.

Lembrando que o pagamento deve ser confirmado até o início da sessão.

Qualquer dúvida você pode entrar em contato pelos telefones disponibilizados no site ou mesmo pelo email: elidioalmeida@yahoo.com.br

Clique no ícone abaixo para efetuar o pagamento e contratar seu atendimento.


Elídio Almeida
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Sexo na Adolescência: Transformações do corpo e do comportamento.


A adolescência é um período da vida muito legal, mas bastante conturbado. Nesta fase ocorrem transformações físicas e comportamentais importantes, preparando os meninos e meninas para assumir novos papéis na família e na sociedade. Num processo evolutivo e biologicamente normal, a criança se desenvolve, amadurece e fica apta para usufruir sua sexualidade, firmando sua identidade sexual e buscando um par para relacionar-se. Todo esse desenvolvimento é marcado por modificações no corpo e nos comportamentos dos jovens.

A fase onde há modificações no corpo chama-se de Puberdade. Na puberdade ocorre a primeira menstruação nas meninas (menarca), as poluções masculinas (ejaculações espontâneas sem coito), o crescimento de pelos no corpo, a mudança de voz nos rapazes, o amadurecimento da genitália, com aumento do tamanho do pênis e dos seios, dentre outros.

Esta fase sempre vem acompanhada de transformações emocionais e comportamentais que são tidas como o marco da adolescência. Dependendo da cultura de cada povo e cada família, há variáveis que contribuem para a antecipação da adolescência. Dentre elas podemos verificar a necessidade precoce do trabalho em algumas famílias, antecipação de determinadas responsabilidades e papeis sociais, por exemplo.

O ADOLESCENTE E A SUA SEXUALIDADE
Alguns estudos apontam que, do ponto de vista psíquico, as meninas tendem a amadurecer, em média, dois anos antes que os meninos e isso pode fazer com que elas busquem prorrogar os encontros sexuais e selecionar um parceiro adequado para poder ter sua primeira relação sexual. Já os meninos tendem a buscar encontros sexuais com mais ansiedade, geralmente, persuadindo as garotas ao sexo com eles. Hoje em dia, em nosso meio, há uma tendência dos jovens experimentarem emoções e sensações sexuais com outros de sua idade, sem necessariamente buscar uma relação afetiva estável como um namoro – por exemplo – e para isso normalmente usam o termo “ficar”. Na fase do ficar muitos adolescentes acabam tendo sua primeira relação sexual e perdem a virgindade.

A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família e, principalmente, como foi (ou será) concebida tanto do ponto de vista prático como subjetivo. Inicialmente, de forma geral, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando suas novas capacidades e reações frente a sensações antes desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram (ou acontece) o envolvimento afetivo complementar passando a conviver não apenas em grupos (outra característica da adolescência), mas também aos pares.

A masturbação faz parte da vida das pessoas desde a infância e, na adolescência, se intensifica com a redescoberta de sensações, tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo. Os jovens podem apresentar algum tipo de atividade homossexual nessa fase, como exposição dos genitais, masturbação recíproca e comparação dos seios e dos genitais em grupo (comparação do tamanho do pênis, por exemplo), atividades estas, dependendo da função e dos efeitos para cada um dos envolvidos, não deve ser necessariamente encarada como homossexualidade, sempre deve ser levado em consideração caso por caso e, principalmente, seus significados funcionais.

Quando falamos em sexo devemos ter sempre em vista alguns cuidados e na adolescência esses cuidados devem ser ainda maiores.

Em tempos da super informação, com a internet, a globalização, a pouca censura nos meios de comunicação de massa, há um apelo sexual frequente e precoce, expondo os jovens a situações ainda não bem compreendidas por eles. Os adolescentes falam como adultos, querem se portar como tal e ter os privilégios reais e imaginários da maturidade. No entanto, pode falta-lhes a experiência, a devida compreensão e o significado real de um envolvimento sexual. A gravidez indesejada ou a aquisição de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) são possibilidades presentes na relação sexual em fazes da vida, principalmente na adolescência. Infelizmente, a pouca informação qualificada e o precário manejo dos adultos perante as necessidades dos jovens são os verdadeiros responsáveis pelo falso e ilusório desenvolvimento do adolescente de hoje. Por isso, uma dica aos pais é sempre tentar o diálogo não punitivo com seus filhos e todos – adolescentes e adultos – devem procurar ajuda profissional quando estiverem enfrentando dificuldades em lidar com essas situações.

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Elídio Almeida
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Timidez: um problema que pode prejudicar a vida pessoal e profissional.

Todos nós sentimos timidez de formas diferentes, em contextos e intensidades variadas. No entanto, algumas pessoas vivenciam a timidez com mais frequência ou até mesmo de forma rotineira e isso pode caracterizar prejuízos tanto na vida pessoa quanto profissional. Apesar de, em muitos casos, parecer algo exagerado aos olhos dos outros, só o tímido sabe o quanto sofre por não se sentir bem diante de situações que são comuns às demais pessoas. Por isso, independente de termos ou não esse problema, devemos ficar atentos.

Ansiedade, aceleração dos batimentos cardíacos, tontura, não saber o que fazer ou o que dizer, querer desaparecer, gaguejar, são comportamentos comuns quando uma pessoa vivencia a timidez. Existem várias situações que podem nos causar timidez e é normal, quando em situações com as quais não estamos familiarizados, sentirmos certa ansiedade. Afinal, é uma situação nova, que exige algo que nunca fizemos e não sabemos como serão as consequências disso tudo e isso pode até gerar medo. O medo em certo grau é saudável, é ele que nos  nos faz ficar alerta nas situações em que nos colocariam em perigo. Porém, a partir do momento em que ele nos prejudica, atrapalha o nosso desempenho social e a nossa qualidade de vida, já não é mais saudável.


A inibição, então, nos prejudica quando deixamos de cumprir algumas obrigações ou evitamos fazer algo que temos vontade. Vários são os exemplos: não ter amigos por não saber como iniciar uma conversa, ter dificuldade em manter um diálogo, ser reprovado em uma disciplina na faculdade por não ter apresentado um trabalho em público; deixar de participar de reuniões sociais ou familiares para evitar a ansiedade que o contato com as pessoas pode causar… Tanto quanto os exemplos, vários são os motivos que colaboram para sermos tímidos: predisposição à introversão; pouco contato social na infância e adolescência; ter sofrido algum tipo de trauma que afete a auto-estima, (como bullying, por exemplo); ter tido algum tipo de reprovação social ou crítica ao se expor; não saber como enfrentar a situação determinadas situações. Esses e outros motivos podem influenciar negativamente nas habilidades sociais de uma pessoa.

Parte significativa das causas para a timidez advém do modo como a pessoa costuma ser altamente exigente consigo mesma...

... ou da forma como temem veementemente a crítica das demais pessoas e, de certa forma, antecipam esta possibilidade.

Em toda minha experiência clinica e pesquisas na área, tenho visto que a timidez esta diretamente ligada ao histórico de punição a que a pessoa esteve ou está submetida. Por isso, o tratamento compreende identificar na história de vida da pessoa como essa timidez fui construída e trabalhar no sentido de superar os eventos traumáticos, ressignificar crenças, regras e autoregras, desenvolver o repertório de habilidades pessoas e assertividades nas relações interpessoais. Como falei no inicio deste post, independente de termos ou não a timidez como um problema, devemos ficar atentos ao nosso contexto, seja no trabalho, escola, faculdade e principalmente em casa, pois o quanto intervirmos e ajudarmos as pessoas a enfrentarem esse obstáculo, certamente os resultados serão melhores após o enfrentamento e a superação da timidez.

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O que acontece quando uma criança vira o reizinho da casa?

Hoje presenciei uma cena numa farmácia que me deixou apreensivo: Uma criança de aproximadamente 02 anos começou a apanhar frascos de xampu na prateleira e atirá-los contra o chão. O pai olhou para mãe e a mãe agiu prontamente: ordenou que a babá da criança apanhasse e organizasse novamente os xampus na prateleira.

Sinceramente a vontade que tive foi de convidá-los para uma conversa e juntos refletirmos sobre os comportamentos daquela situação, pensar no porque cada um fez o que fez e quais as consequências disso em longo prazo. (In)felizmente o bom senso social falou mais forte naquele momento e apenas fiquei na torcida para que essa família seja mais eficaz em suas relações e na educação do seu filho e que não venham sofrer as severas consequências do comportamento inadequado que tiveram naquela ocasião.

O número de famílias que têm dificuldades de conduzir a educação dos filhos e até mesmo lidar com os comportamentos mais difíceis de agressividade e rebeldia dos adolescentes, tem levado cada vez mais famílias a buscar o auxilio da psicoterapia comportamental. De fato é difícil enfrentar essas situações como já falei aqui quando tratei dos comportamentos de birra em crianças, mas devemos pensar que muita coisa pode ser feita desde muito cedo, até mesmo como medidas preventivas.

Se você vive ou já viveu situação semelhante em qualquer um dos papeis da situação descrita acima, o pensa a respeito? Será que não são comportamentos como esse que constrói os reizinhos que comandam a casa em várias situações? O que será que a criança aprendeu com a atitude dos adultos? Por que será que o pai transferiu à mãe o controle da ação? Será que a mãe agiu de forma adequada ao contexto? O que a impediu de tomar outra atitude? Qual deve estar sendo o papel desta babá na família e o que isso também implica no desenvolvimento da criança? Será que todos que presenciaram a cena pensaram o mesmo que eu? O que será que mantém cada comportamento que foi adotado pelos expectadores e pelos envolvidos?

Se pudermos parar um pouco para pensar sobre isso já terá valido a pena. Dúvidas, críticas ou sugestões clique AQUI.

Elídio Almeida
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Fun Page do blog Elídio Almeida | Psicólogo no Facebook

 

A partir de agora você tem mais uma opção para acompanhar as publicações do blog Elídio Almeida | Psicólogo. Já está no ar a Fun Page do blog no Facebook. Na Fun Page você pode curtir as publicações, deixar comentários e ainda compartilhar com seus amigos os temas abordados. Participe.

Clique aqui e venha curtir essa novidade!

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Elídio Almeida grava programas de rádio.

No dia 26 agosto de 2011, o psicólogo Elídio Almeida esteve nos estúdios da Super Rádio Cristal, para gravar entrevistas que vão ao ar no programa semanal Viver Melhor.  A Rádio Cristal AM 1350 Khz, é uma emissora da Super Rede Boa Vontade de Rádio, da LBV e tem sede aqui em Salvador, no Terreiro de Jesus/Pelourinho.

Tainá, apresentadora do programa Viver Melhor, com Elídio Almeida

Esta é a segunda vez que Elídio participa da programação da emissora (veja aqui) e desta vez foi recebido pelas apresentadoras Tainã e Samara e gravou programas abordando temas como ansiedade, stress, insônia e depressão. Na oportunidade Elídio se reuniu com a produção da rádio e traçaram planos para gravar outras participações através de pequenos spots, que levarão ao ar dicas importantes para melhor desempenho em situações rotineiras do cotidiano.

Elídio & Samara, apresentadora do programa Viver Melhor.

Além da satisfação de estar mais próximo da comunidade, contribuindo para o bem estar das pessoas e difundindo ainda mais a psicologia e suas possibilidades de intervenção, Elídio pondera que é extremamente gratificante ser acolhido numa ambiente que presta um serviço de grande relevância para uma parcela significativa da população. Em breve os programas serão disponibilizados aqui no blog. (Assessoria)

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ANORGASMIA: ausência de orgasmo feminino na relação sexual.

Anorgasmia é o nome dado à ausência do orgasmo feminino na relação sexual. Sua principal característica é a inibição do orgasmo, podendo estar relacionado com fatores biológicos e/ou psicológicos, atingindo basicamente três perfis: 1) quando a mulher nunca atingiu; 2) quando acontece em determinadas situações ou 3) total, quando nenhum estímulo é capaz de fazer a mulher chegar ao orgasmo. Em todos os casos ela pode vivenciar as outras fases do ato sexual, como o desejo e a excitação, porém sente um bloqueio no momento do clímax.

O que causa isso?
A anorgasmia têm diversas origens. Dentre os fatores que levam a tal quadro, destacam-se de forma praticamente integral os aspectos psicossociais que vão desde abuso ou violência sexual durante a infância até a falta de conhecimento do próprio corpo. A questão orgânica tem menor relevância. Segundo pesquisas, contemplam apenas 5% dos casos.

Os fatores psicossociais mais frequentes são: falsas crendices, falta de informação, tabus, religião, regras e auto regras que supervalorizam a sexualidade e o desempenho sexual, medos, experiências traumáticas, falta de intimidade com o próprio corpo e/ou com o parceiro, inexperiência, culpa, ansiedade, depressão, tensão corporal, educação sexual rígida e inadequada, desinteresse, insatisfação corporal, baixa auto-estima, excesso de contenção, estresse cotidiano e a rotina no relacionamento, dentre outros.

As causas orgânicas podem estar relacionadas com doenças de outras categorias, má-formação congênita (que pode impedir o acesso ao clitóris), hipertrofia dos pequenos lábios (que pode encobrir o acesso à vagina), desníveis hormonais, além do uso imoderado de álcool, drogas psicoativas, dentre outras.


Tratamento:
O tratamento para a anorgasmia varia de acordo com cada caso, mas basicamente é feito através da psicoterapia que cria condições para que a pessoa se conheça mais, aumentando a auto-estima e segurança, facilitando a comunicação entre o casal. O enfoque principal é combater a ansiedade existente, desmistificando falsas crenças e trabalhando os aspectos psicológicos que não permitem um completo funcionamento corporal.

No tratamento, propõe-se que a mulher desenvolva ferramentas psicológicas que contribuam para liberar emoções e/ou fantasias que podem estar bloqueando o orgasmo, possibilitando, assim, viver a espontaneidade de sentir prazer. Para tanto, a psicoterapia pode estar baseada numa terapia individual (mais frequente), terapia de casal ou, ainda, no conjunto dos dois processos.

A terapia individual cria condições para ampliar o autoconhecimento e possibilitar o prazer consigo mesma, a partir de um aprendizado sobre como é construído tal sintoma. Ou seja, o que esse quadro tem a contar sobre a pessoa, sobre a sua forma de funcionar na relação e com o meio. É na terapia, portanto, que se revê falsos conceitos e se fornece orientação, possibilitando novas perspectivas.

A terapia de casal facilita a comunicação do mesmo, além de mediar um conhecimento maior sobre o funcionamento da relação, ajudando a descobrir, entre outros fatores, de que forma o casal interage em sua vida cotidiana, e como isto se reflete na dinâmica sexual.

Embora seja menos comum, o homem também está sujeito ao mesmo problema e, basicamente, atravessa as mesmas causas e tratamento.

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Você está satisfeito com a profissão que escolheu?

Esta semana explodiu na imprensa o caso de um delegado que registrou um BO em forma de poesia. Bastante inusitado, este caso que pode nos levar a uma reflexão acerca da escolha profissional.

O delegado Reinaldo Lobo, de uma cidade a 18 km de Brasília, fez um boletim de ocorrência que chamou a atenção não pelo caso registado, mas pela forma como optou por fazer a redação: o texto foi escrito em forma de poesia (fonte). No próprio boletim o delegado justifica por que optou por escrever em forma de verso.

Veja abaixo a íntegra do texto:

Já era quase madrugada
Neste querido Riacho Fundo
Cidade muito amada
Que arranca elogios de todo mundo

O plantão estava tranquilo
Até que de longe se escuta um zunido
E todos passam a esperar
A chegada da Polícia Militar

Logo surge a viatura
Desce um policial fardado
Que sem nenhuma frescura
Traz preso um sujeito folgado

Procura pela Autoridade
Narra a ele a sua verdade
Que o prendeu sem piedade
Pois sem nenhuma autorização
Pelas ruas ermas todo tranquilão
Estava em uma motocicleta com restrição

A Autoridade desconfiada
Já iniciou o seu sermão
Mostrou ao preso a papelada
Que a sua ficha era do cão
Ia checar sua situação

O preso pediu desculpa
Disse que não tinha culpa
Pois só estava na garupa

Foi checada a situação
Ele é mesmo sem noção
Estava preso na domiciliar
Não conseguiu mais se explicar
A motocicleta era roubada
A sua boa-fé era furada

Se na garupa ou no volante
Sei que fiz esse flagrante
Desse cara petulante
Que no crime não é estreante

Foi lavrado o flagrante
Pelo crime de receptação
Pois só com a polícia atuante
Protegeremos a população

A fiança foi fixada
E claro não foi paga
E enquanto não vier a cutucada
Manteremos assim preso qualquer pessoa má afamada

Já hoje aqui esteve pra testemunhá
A vítima, meu quase xará
Cuja felicidade do seu gargalho
Nos fez compensar todo o trabalho

As diligências foram concluídas
O inquérito me vem pra relatar
Mas como nesta satélite acabamos de chegar
E não trouxemos os modelos pra usar
Resta-nos apenas inovar

Resolvi fazê-lo em poesia
Pois carrego no peito a magia
De quem ama a fantasia
De lutar pela Paz ou contra qualquer covardia

Assim seguimos em mais um plantão
Esperando a próxima situação
De terno, distintivo, pistola e caneta na mão
No cumprimento da fé de nossa missão


Riacho Fundo, 26 de Julho de 2011

Barrado pelo judiciário, o texto teve que ser reescrito. Especialistas da área jurídica afirmam que o delegado não cometeu nenhuma infração legal ao inovar na atividade de rotina da delegacia, mas fugiu completamente ao padrão. Mas o que o levou a fazer isso?

Em entrevista, o delegado disse ter buscado inspiração na literatura de cordel e que herdou do avô o talento para escritor. E justifica seu comportamento dizendo que “foi a forma de conseguir chamar a atenção para uma leitura mais refletida do texto, que não fosse feita uma leitura padrão, pois, muitas vezes, ela é dada sem atenção”. Dá pra notar perfeitamente que o delegado gosta mesmo de versos e rimas, mas fica a pergunta: Ele está mesmo satisfeito com seu trabalho?

Pergunto isso não como mera especulação, mas o comportamento do delegado parece ser característico das pessoas que não se veem realizadas em sua profissão ou carreira. Na maioria dos casos, quando a pessoa se vê frustrada em sua atividade profissional procura estratégias compensatórias para tornar a rotina menos sofrida e, de certa forma, contemplar aquele desejo sufocado no seu íntimo.

O caso protagonizado pelo delegado mostra o quão, muitas vezes, nos deixamos levar por altas remunerações (as vezes nem tanto), estatus social e outros denefícios, em detrimento de atividades que de fato trariam muito mais bem-estar psicossocial. Em episódios que priorizamos remuneração, reconhecimento e facilidades ao invés das coisas que de fato nos dão prazer pessoal e profissional, estamos abrindo uma porta muito grande para uma carreira de frustação com grandes impactos em todos os aspectos da vida.

Por estas e outras razões, precisamos planejar nossas ações e comportamentos, sobretudo, pensar nas consequências de cada um deles para evitar decepções e arrependimentos.

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“Ninguém me CUTUCA no Facebook”, o desabafo de Rossoni.

Esta semana um dos vídeos mais vistos na internet, certamente foi o do José Rossoni, aquele rapaz que, visivelmente estimulado por várias doses etílicas, expressou suas emoções e sentimentos, queixando-se que não recebia cutucadas Facebook.

Veja o vídeo:

Segundo informações publicadas na internet, José Rossoni, 22 anos, estava chateado com o fim do namoro de 4 anos e desabafou dizendo que ninguém se interessava por ele, nem mesmo o “cutucava” no Facebook. Cutucar é uma das funções para chamar a atenção de alguém na rede social.

Gostei muito do vídeo. Não sei se pelas mesmas razões das milhares de pessoas que já o viram na internet, mas gostaria de pensar com vocês, ainda que superficialmente, algumas questões presentes no vídeo, como: alcoolismo, expressão de sentimentos e emoções, solidão e reforços sociais.

Pra começar, que tal uma pergunta?

Por que será que quando bebem, algumas as pessoas expressam mais seus sentimentos, medos, angustias, emoções…? Comumente ouço pacientes dizer que só se emocionam ou entram em contato com determinados sentimentos e, até mesmo, só têm coragem para fazer algo, depois de beber. O que muitos não sabem é que isso ocorre porque quando o nível de álcool no sangue aumenta, o cérebro humano diminui a ativação da região que controla a censura. Ou seja, quanto mais álcool, menos censura. Menos censura significa menos controle. E menos controle significa que não damos tanta importância às críticas, vergonhas, medos, regras, punições e, principalmente, não pensamos nas consequências dos nossos atos. Daí, podemos entender porque algumas pessoas só falam ou faz determinadas coisas sob efeito do álcool, porque são tão corajosas ou tão emotivas como foi o caso do Rossoni.

Outra coisa que me chama a atenção neste vídeo é um novo mal social que pouco tem sido discutido: a rejeição ou solidão digital. É muito comum falarmos da solidão de forma muito restrita ao mundo “real” e quando fazemos qualquer paralelo com o “mundo virtual”, tratamos apenas como estratégia de fuga ou esquiva da solidão. Com a popularização do acesso à internet, principalmente com o boom das redes sociais esses comportamentos precisam ganhar novo foco de análise.

Talvez seja interessante pensar que as redes sociais são um espelho da vida real. O Facebook, por exemplo, reflete os padrões que temos na vida cotidiana. Há pessoas que se interessam por aspectos mais profissionais da rede, outras por atrativos mais lúdicos, há as que são mais populares e outras mais solitárias e menos procuradas, como foi o caso do jovem Rossoni. Nesse sentido, as redes sociais podem representar padrões comportamentais do espaço “real” de socialização. O que antes acontecia nas praças e nos shoppings, mudou para as redes sociais. Da mesma forma que você tinha pessoas mais populares e impopulares, esse padrão se reflete na dimensão digital também e da mesma forma a quantidade não deve ser utilizada para balizar a qualidade, tanto num ambiente como em outro.

O mais interessante de toda essa história do vídeo do Rossini, são as consequências e os reforçadores sociais que ele trouxe ao rapaz. Poderíamos começar a analisar desde o momento que ele teve a atenção do irmão que filmou, conversou, se interessou e quis saber mais sobre a história que estava sendo contada. Mas vamos pegar apenas dois pontos:

Você já parou pra pensar há quanto Rossoni estava com toda essa angustia presa na “mente”? As informações da internet dão conta que ele já estava cadastrado do Facebook há 03 meses e recebeu apenas uma cutucada de sua melhor amiga. Ele contou em entrevista que um dia percebeu que seu amigo recebia muitas cutucadas e respondia as que lhe interessavam. Rossoni disse que cutucou várias pessoas e que apenas sua melhor amiga cutucou de volta (isso por que ele pediu expressamente que ela fizesse isso). Daí, depois de visivelmente ter ingerido várias doses de bebida etílica, com a censura totalmente baixa, sem controles sociais e sem o medo de ser criticado ou punido, o jovem abriu seu coração. Como ele conseguiu falar o que sentia e evidentemente fez a associação entre sua expressão à ingestão do álcool, pode, adotar o comportamento de: “para conseguir falar o que sinto, devo beber”. Mas sabemos que essa não é a melhor forma e uma boa psicoterapia pode ajudar nisso. Fica a dica!

Outro ponto que me chama a atenção são os reforços sociais que Rossini obteve com a veiculação do vídeo e a exposição dos seus sentimentos de forma tão “descontrolada”. Antes o rapaz tinha 93 amigos no facebook e depois do vídeo ele já tem 02 perfis (01 e 02) com cerca de 5 mil cada. Antes apenas a cutucada providencial da melhor amiga, hoje ele lidera as listas e grupos da rede social e atingiu o limite de cutucadas para um perfil. Antes era um anônimo atendente em uma loja de telefonia móvel, hoje é o vendedor mais conhecido em Porto Velho (RO) e uma celebridade instantânea da internet. Antes solitário no mundo virtual, hoje recebe cutucadas de garotas e garotos de todo o país.

Até esta postagem, o vídeo já estava com mais de 1 milhão e meio de visualizações. Será que tudo isso também não faz com que tantas pessoas queiram aparecer e ser popular nas redes? E será que não é isso mesmo que frustra tanto aqueles que não conseguem esse lugar aos holofotes e se sentem rejeitadas e solitárias também no mundo virtual? Teremos fama para todos? Quanto tempo dura tudo isso? E a vida, como continua? Vamos pensar um pouco sobre isso?

Se você tem alguma dúvida, crítica ou sugestão clique AQUI e deixe seu comentário.

Elídio Almeida
Psicólogo | CRP 03/6773
(71) 8842-7744 ou (71) 9208-8587
Salvador – Bahia
elidioalmeida.wordpress.com

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